Os comissários do GP de Singapura decidiram não punir Lando Norris nem Oscar Piastri pela batida na última volta da corrida sprint, disputada no sábado (10). Para eles, os dois pilotos da McLaren contribuíram para o choque, e nenhum foi o único ou o principal responsável.
O chefe da equipe, Andrea Stella, não minimizou o episódio. “É sério”, disse, ao falar com a imprensa na madrugada de domingo (11) em Singapura.
O que dizem os comissários sobre a batida
Na decisão, os comissários afirmam que Piastri não esperava a ultrapassagem. Ele viu Norris por dentro e tentou deixar espaço.
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Norris disse que viu uma oportunidade, que o eixo dianteiro do carro dele estava à frente do retrovisor de Piastri antes do ponto de contorno da curva e que, por isso, esperava ter espaço. Ao chegar lá, o espaço era menor do que previa. Ele precisou usar a zebra interna e frear, e o contato aconteceu.

Depois da corrida, Norris afirmou que a diferença para o companheiro era grande e que tinha o direito de tentar a manobra. Piastri disse que a disputa era pelo quarto e pelo quinto lugar numa sprint, que não estava muito incomodado com isso, mas que o episódio gerou muito trabalho para a equipe consertar os dois carros.
O que disse Stella
Logo após a prova, em entrevista à Sky Sports F1, Stella já havia classificado a colisão como “inaceitável”. No domingo, ele repetiu que a situação é “absolutamente inaceitável” porque causou prejuízo material à equipe, e lembrou que o interesse do time vem antes de qualquer interesse pessoal.
O dirigente disse que não ficou necessariamente surpreso, pois sabe que pilotos de ponta têm um grau de imprevisibilidade, mas que está decepcionado. Segundo ele, a equipe precisa refletir sobre como evitar que situações assim se repitam.
Stella também explicou por que considera o caso grave: a McLaren está numa briga apertada no campeonato, tinha a ambição de desafiar a Ferrari e quer terminar à frente da Red Bull.

Quanto custou para a McLaren
De acordo com o site oficial da F1, oito pontos se perderam no choque. Após a sprint, a McLaren tinha apenas nove pontos de vantagem sobre a Red Bull na disputa pelo terceiro lugar no Mundial de Construtores.
O Motorsport.com aponta ainda outros custos: mais trabalho para os mecânicos num fim de semana com sprint e gasto do teto orçamentário para reparar os danos e trocar a caixa de câmbio de Piastri.
Segundo o mesmo site, Norris pediu desculpas e foi repreendido pela equipe, mas disse depois da classificação que ele e Piastri poderiam ter feito mais para evitar o choque. Os comissários seguiram linha semelhante ao não punir ninguém.
O que vem agora
Stella contou que parte das conversas com os pilotos ocorreu logo após a sprint. Como a equipe está em meio a um fim de semana de corrida, o foco é deixar pilotos e time nas melhores condições para competir. As demais conversas ficam para depois da etapa de Singapura.



