Terça-feira, 13 de outubro de 2026
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Economia e seu dinheiro

FMI corta previsão do PIB do Brasil para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027

Fundo cita juros ainda altos, menos estímulo fiscal e incerteza global; para o desemprego, projeta 6,2% em 2026 e 6,8% em 2027.

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Resumo rápido

  • O FMI reduziu a projeção de crescimento do PIB do Brasil para 2,2% em 2026 (antes 2,4%) e 1,9% em 2027 (antes 2,2%)
  • Segundo o Fundo, juros restritivos, retirada de estímulos fiscais e incerteza global explicam a desaceleração
  • Para o mundo, a previsão de 2026 subiu de 3% para 3,1%; a de 2027 segue em 3,4%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu nesta terça-feira (13) a previsão de crescimento da economia brasileira para 2026 e 2027. Pelo novo cálculo, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve crescer 2,2% neste ano, ante 2,4% estimados em julho. Para 2027, a projeção caiu de 2,2% para 1,9%.

Os números constam do relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês) de outubro, intitulado “Resiliência sob pressão, escolhas urgentes”. O PIB mede tudo o que o país produz em bens e serviços. Quando ele cresce menos, a atividade econômica perde ritmo. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, segundo o documento.

Por que o FMI reduziu a previsão para o Brasil?

Segundo o Fundo, três fatores explicam a desaceleração:

Leia também: Dólar sobe no exterior e índice chega a 102,58, maior nível desde abril de 2025 · Nobel de Economia 2026 vai para Robert Hall e Michael Woodford, dos EUA

  • juros ainda restritivos, usados para levar a inflação de volta à meta;
  • a retirada de estímulos fiscais;
  • a incerteza no cenário global.

Juros altos encarecem o crédito para famílias e empresas. Na prática, financiar um imóvel, parcelar um carro ou pegar empréstimo para ampliar um negócio fica mais caro, e o consumo e os investimentos tendem a perder força.

Com menos estímulo fiscal, o governo tem menos margem para aquecer a atividade por meio de gastos e incentivos. Segundo a Jovem Pan, que cita a Reuters, a guerra no Oriente Médio segue pressionando o petróleo, cujo barril permanece acima de US$ 100.

O corte não significa retração. O FMI continua projetando crescimento nos dois anos, só que em ritmo menor.

Como essa previsão se compara ao relatório de abril?

Em relação ao relatório de abril, a projeção para 2026 subiu de 1,9% para 2,2%. Já a estimativa para 2027 recuou de 2% para 1,9%.

Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, em painel em São Paulo (foto de arquivo, 28/02/2024) Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O que o FMI prevê para inflação e desemprego?

O Fundo espera inflação em queda, medida pela variação média anual dos preços ao consumidor. Os números são médias do ano, e não a inflação acumulada em dezembro.

  • 2025: 5%
  • 2026: 4,4%
  • 2027: 4,1%

No mercado de trabalho, a previsão é de piora. A taxa de desemprego deve passar de 6% em 2025 para 6,2% em 2026 e chegar a 6,8% em 2027.

Como o Brasil se compara com a região e o mundo?

O Brasil deve crescer menos que a América Latina e o Caribe, que devem avançar 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027. Na versão anterior do relatório, a região tinha 2,4% e 2,7%. Para a região, o Fundo vê recuperação moderada em 2027; para o Brasil, vê perda de ritmo.

Na economia mundial, a previsão para 2026 subiu de 3% para 3,1%, e a de 2027 ficou em 3,4%. Para os Estados Unidos, o FMI projeta 2,3% nos dois anos. Para a China, são 4,5% em 2026 e 4% em 2027. A Índia aparece com 7% nos dois anos.

Segundo a Jovem Pan, o relatório atribui parte da melhora mundial aos investimentos em inteligência artificial, mas o Brasil não está entre os maiores beneficiados.

A dívida pública é um risco para o Brasil?

Segundo a Jovem Pan, a dívida bruta brasileira estava em 94,5% do PIB em agosto, abaixo dos 95,4% de julho, pelos critérios do FMI. O Fundo alerta que países muito endividados ficam mais vulneráveis quando precisam pagar juros altos para se financiar.

O FMI também avisa que a guerra no Oriente Médio, as tensões comerciais e as fragilidades das contas públicas podem comprometer a atividade global.

Fontes consultadas

Jovem Pan — FMI corta previsão de crescimento do Brasil para 2026 e 2027, enquanto melhora perspectiva mundial InfoMoney — FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 2,2% em 2026 e a 1,9% em 2027 UOL — FMI corta projeções de crescimento da economia brasileira em 2026 e 2027

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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