Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
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Trump descarta transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan em Fort Hood

Presidente diz que o fuzilamento, marcado para 3 de dezembro, não será transmitido. O plano do Pentágono gerou dúvidas entre republicanos e líderes religiosos, e pesquisas mostram rejeição.

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Resumo rápido

  • Trump disse nesta quinta-feira (15) que a execução de Nidal Hasan não será transmitida ao vivo; o fuzilamento segue marcado para 3 de dezembro
  • O plano, atribuído a Pete Hegseth, gerou dúvidas entre republicanos, como o vice J.D. Vance, e entre líderes religiosos
  • Pesquisas apontam que a maioria dos americanos se opõe à transmissão; familiares das vítimas poderão assistir presencialmente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que a execução de Nidal Hasan não será transmitida ao vivo. O fuzilamento segue marcado para 3 de dezembro, na base militar de Fort Hood, no Texas.

O anúncio foi feito em publicação na rede social Truth Social. Trump escreveu que Hasan “morrerá, conforme programado, por fuzilamento”, mas que “o evento não será transmitido”. Com isso, o presidente descarta um plano atribuído ao secretário de Defesa, Pete Hegseth.

O que Trump disse sobre a transmissão

Segundo Trump, exibir a execução poderia funcionar como instrumento de dissuasão, ao mostrar ao mundo como os EUA tratam terroristas. Ele afirmou, porém, que muitas pessoas bem-intencionadas preferem não assistir a uma morte, seja por transmissão ao vivo ou por qualquer outro meio visual.

Leia também: Papa Leão 14 volta a celebrar missa no hospital; médicos veem boa recuperação do pulmão · Teto de escola desaba no Paquistão e mata ao menos 34 crianças e um professor

Trump também chamou Hasan de traidor. De acordo com a mensagem, os familiares diretos das vítimas poderão acompanhar a execução presencialmente, se quiserem.

De quem era o plano

A ideia de transmitir o fuzilamento foi atribuída a Hegseth. Ele anunciou no início de outubro a data e o local da execução e disse que a transmissão era necessária para que as pessoas entendessem que “há consequências graves para esse tipo de coisa”.

O Valor Econômico observa que não se tem notícia de outro país que exiba execuções judiciais na televisão ou na internet. Um porta-voz do Departamento de Defesa não havia respondido a um pedido de comentário até a publicação da reportagem do jornal.

Quem criticou a proposta

Alguns republicanos manifestaram dúvidas sobre a medida, entre eles o vice-presidente J.D. Vance. Líderes religiosos e observadores internacionais também demonstraram preocupação.

Tanque militar verde exposto ao ar livre em museu
Tanque M48 Patton exposto em museu da base de Fort Hood, no Texas (foto de arquivo) Foto: Adam Bartlett, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O arcebispo Timothy Broglio, responsável pela assistência espiritual aos católicos das Forças Armadas, apresentou objeções. O papa Leão XIV condenou a pena de morte em qualquer de suas formas.

Pesquisas recentes indicaram que a maioria dos americanos se opõe à transmissão, segundo a Folha de S.Paulo e o Valor Econômico.

No último domingo, o secretário de Segurança Nacional, Markwayne Mullin, disse à CBS News que a transmissão não traria risco adicional à segurança do país. Questionado se a exibição poderia transformar Hasan em mártir de sua causa, respondeu: “Não vejo nenhum risco maior neste momento por causa disso”.

Quem é Nidal Hasan e o que ele fez

Hasan, ex-psiquiatra do Exército, foi condenado em julgamento militar pelo ataque de 2009 em Fort Hood. Segundo a Folha, o ataque matou 13 pessoas e feriu outras 32, o mais letal já registrado em uma base militar americana.

De acordo com a Folha, Hasan declarou ter agido como retaliação pelas guerras americanas em países muçulmanos. Ele ficou parcialmente paralisado e passou a usar cadeira de rodas depois de ser baleado pela polícia.

O que a execução representa

Segundo o grupo Death Penalty Action, contrário à pena capital, será a primeira execução militar nos EUA desde 1961 caso a pena seja cumprida. A Folha também cita que a última execução militar conhecida por fuzilamento ocorreu em novembro de 1945.

O próximo passo é a data marcada: 3 de dezembro, em Fort Hood.

Fontes consultadas

Folha de S.Paulo — Trump agora descarta transmissão da execução de autor de massacre em base militar dos EUA Valor Econômico — Trump cancela transmissão ao vivo de execução de autor de ataque em base militar Jovem Pan — Trump descarta transmitir execução de condenado por massacre

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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