Sábado, 17 de outubro de 2026
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Anac exige contrato com FBO antes de pedido de slot em Congonhas

Regra atinge táxi-aéreo e jatos executivos e foi criada para conter o mercado paralelo de horários no aeroporto paulistano, segundo a agência.

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Resumo rápido

  • A Anac passou a exigir que operadores de aviação geral contratem um FBO antes de pedir horários de pouso e decolagem em Congonhas.
  • A norma atinge táxi-aéreo e jatos executivos e tem como alvo o comércio paralelo de slots, segundo a agência.
  • A Aena, concessionária que administra Congonhas, foi procurada e ainda não havia se manifestado.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) passou a exigir que operadores de aviação geral contratem um provedor de serviços de base fixa antes de pedir horários de pouso e decolagem no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Esses horários são chamados de slots.

Quem precisa cumprir a regra?

A norma vale para operadores de aviação geral, como empresas de táxi-aéreo e jatos executivos. Antes de solicitar o horário de operação, eles precisam ter contratado serviços de apoio em solo.

Esse provedor é identificado pela sigla FBO, do inglês. Na prática, a exigência significa contratar o apoio em solo com antecedência, antes mesmo de o operador pedir o slot.

Leia também: Avião de pequeno porte cai em Orlândia (SP) e deixa dois mortos

Por que a Anac mudou as regras?

Segundo a agência, a medida “busca combater o mercado paralelo de slots” em Congonhas e impõe exigências maiores a quem opera táxi-aéreo e aeronaves privadas. A Anac afirma que, com o atendimento em solo contratado previamente, diminui o risco de prejuízo à movimentação do aeroporto por falta de serviços ou de suporte operacional.

Aviões taxiando na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo
Aviões taxiando na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (foto de arquivo, 11/12/2025) Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, informou que a agência vai acompanhar e fiscalizar a medida. Segundo ele, as novas regras também restringem o uso de Congonhas pela aviação geral. “Na prática, as novas regras também restringem as condições de utilização de Congonhas pela aviação geral, ao exigir maior planejamento e comprovação prévia da estrutura necessária para cada operação”, disse Faierstein.

O que ainda não se sabe?

A Agência Brasil procurou a Aena, concessionária responsável pela gestão de Congonhas, e aguardava retorno. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

Não foram informados a data em que a norma passa a valer nem o custo da contratação dos serviços de FBO.

Com a regra estabelecida, o próximo passo é a fiscalização que, segundo Faierstein, a Anac fará sobre a medida.

Fontes consultadas

Agência Brasil — Anac estabelece regras mais restritivas para aviação em Congonhas (SP)

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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