Pelo menos 53 pessoas morreram e 200 ficaram feridas nesta segunda-feira (19), em um ataque do movimento houthi a um campo de treinamento militar do governo do Iêmen, na província de Shabwa. A informação é de quatro fontes governamentais e médicas ouvidas pela agência Reuters, segundo a CNN Brasil.
As fontes governamentais disseram que o alvo eram soldados em treinamento matinal e que o ataque usou três mísseis balísticos.
No mesmo dia, o UOL Notícias publicou que o Reino Unido desaconselha viagens à Arábia Saudita após ataques.
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Quem são os houthis e quem controla o país
Os houthis são aliados do Irã e controlam a capital, Sanaa, e grande parte do norte do Iêmen. Os números de mortos e feridos foram atribuídos às fontes ouvidas pela Reuters; as informações disponíveis não trazem balanço oficial.
Por que os combates aumentaram
Os confrontos entre os houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo reconhecido internacionalmente, ficaram mais intensos nas últimas semanas. Segundo a CNN Brasil, o episódio é mais uma frente do conflito regional que começou com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no fim de fevereiro.
No início de outubro, forças do governo iemenita iniciaram uma campanha para retomar territórios em poder dos houthis e recuperaram terreno perto do Estreito de Bab el-Mandeb, passagem marítima na foz do Mar Vermelho.
A guerra começou em 2014, quando os houthis tomaram Sanaa e forçaram o governo a recuar para o sul. Em 2015, uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita levou a um impasse sangrento. Uma trégua firmada em 2022 durou até este ano.
O que se sabe sobre o alerta do Reino Unido
Até agora, só o título da reportagem do UOL Notícias está disponível. As regiões abrangidas pelo alerta e o motivo apontado por Londres não foram detalhados.
Reflexos na região
O Valor Econômico avalia que os ataques dos houthis à Arábia Saudita envolvem mais do que o Iêmen e que o grupo ajuda o Irã a pressionar os sauditas. O jornal também informou que o Parlamento do Egito deve votar um pedido para autorizar as Forças Armadas egípcias a colaborar na defesa saudita, passo que pode aproximar o país de um envolvimento militar direto. A data da votação não foi informada.



