Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos não vão comandar o dia a dia da Inter de Limeira. Os dois ex-jogadores entram na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube como investidores e embaixadores globais, segundo o executivo Enrico Ambrogini, em entrevista à EPTV.
“O Roberto Carlos não vai ser o treinador, o Ronaldo não vai ser o diretor de futebol”, disse Ambrogini. A presença dos dois no clube será pontual, em reuniões estratégicas e negociações comerciais, e eles não estarão disponíveis de forma permanente em Limeira.
Qual será o papel dos dois?
Além do aporte financeiro, o executivo afirmou que o valor dos ex-jogadores está na credibilidade e na abertura de portas. A ideia é usar o nome deles para aproximar o clube de patrocinadores e empresas da Europa e dos Estados Unidos.
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Ambrogini trabalhou com Ronaldo no Cruzeiro e no Valladolid, e também já tinha passado pela Inter de Limeira. A administração e a parte esportiva ficarão com uma equipe profissional contratada pelo fundo investidor, sob comando dele.
Quanto será investido na Inter de Limeira?
O plano do grupo projeta até R$ 454 milhões ao longo de dez anos. Esse número é uma estimativa para o período inteiro, e não um depósito feito de uma vez na assinatura. Nos dois primeiros anos, a previsão é de até R$ 20 milhões.
Os recursos devem atender ao time profissional, à base e à estrutura. Ambrogini citou a recuperação do Limeirão, estádio do clube, e a construção de um centro de treinamento.
O grupo investidor reúne o príncipe saudita Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud e outros empresários, e ficará com 80% da SAF. Os 20% restantes continuam com a associação esportiva.
Quando a torcida vai ver jogadores caros?
O executivo pediu paciência. “Nós não vamos contratar jogadores de R$ 1 milhão por mês amanhã”, afirmou. Para ele, a prioridade agora é a estrutura, e o projeto é de longo prazo.
A meta esportiva é levar a Inter de Limeira à Série A do Campeonato Brasileiro em até oito temporadas.
O que é uma SAF?
A SAF foi criada pela Lei nº 14.193/2021. Por meio dela, o clube deixa de ser associação civil sem fins lucrativos e passa a operar como empresa, podendo receber capital privado. Segundo o guia da TMC, a empresa precisa ter conselho de administração, conselho fiscal e auditoria externa independente todo ano.
A associação de origem costuma ficar com uma fatia de 10% a 20%. Botafogo, Cruzeiro, Vasco e Bahia estão entre os clubes que adotaram o modelo.
Falta alguma etapa para valer?
O acordo de investimento já foi assinado. A transição, porém, só termina quando documentos e procedimentos de registro forem concluídos, e essa etapa ainda está em andamento.



