O petróleo Brent, referência mundial, passou de US$ 114 por barril nesta sexta-feira (23), pela primeira vez desde maio. Às 7h20 (horário de Brasília), o barril era negociado a US$ 114,36 (R$ 576,19), alta de 1,05%.
O pico recente veio na noite de quinta (22), por volta das 23h, quando o Brent chegou a US$ 114,70 (R$ 577,90), avanço de 1,35%. Esse é o maior valor desde 4 de maio, quando a cotação bateu em US$ 115,30.
Nos Estados Unidos, o WTI (West Texas Intermediate), petróleo de referência local, custava US$ 101,04 (R$ 509,08) no mesmo horário, com alta de 1,58% sobre o dia anterior.
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Por que o petróleo está subindo?
A cotação vem em trajetória de alta desde a semana passada. Nesse período, os houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, intensificaram ataques a pontos estratégicos da Arábia Saudita, como refinarias e aeroportos. Segundo a Folha de S.Paulo, as conversas de paz na região também não avançaram nos últimos dias.
O gás natural na Europa saltou mais 4% e acumula alta de quase 30% só em outubro. “É certamente um mercado tenso”, afirmou Kit Juckes, chefe global de estratégia cambial do Société Générale.
Como ficam as bolsas e os títulos?
A alta do petróleo chega em meio a nervosismo nos mercados. A Nasdaq, bolsa de tecnologia dos EUA, fechou a quinta em queda de 2,9%, depois que a Meta projetou gastos de capital bem acima do esperado. O resultado reforçou a dúvida sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial, cada vez mais financiados por dívida.
Investidores correram para ativos de proteção. Os títulos do Tesouro americano tiveram seu melhor dia desde 2023, e o rendimento dos papéis de dez anos caiu 0,19 ponto percentual na quinta. Nesta sexta, com os mercados mais estáveis, o rendimento subia 0,03 ponto, para 4,98%.

Na Europa, os Bunds alemães, tidos como ativo seguro da zona do euro, tinham rendimento de 3,33%, queda de 0,01 ponto. Os títulos franceses de dez anos pagavam 5,06%, depois de dois dias de vendas intensas. A diferença entre os papéis franceses e alemães ficou em 1,7 ponto percentual, nível que, até esta semana, não era alcançado desde a crise da dívida da zona do euro.
“As turbulências das últimas semanas [vieram] todas à tona de uma só vez”, afirmou Jim Reid, do Deutsche Bank.
E a gasolina e o diesel no Brasil?
Não há confirmação de reajuste de gasolina ou diesel no Brasil por causa da alta do petróleo.



