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Vladimir Herzog morreu sob tortura em 1975; 25 de outubro é data da democracia

Herzog, diretor de jornalismo da TV Cultura, morreu no DOI-CODI, em São Paulo. A data cai neste domingo, dia do segundo turno, mas a escolha não tem relação com a eleição.

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Resumo rápido

  • Vladimir Herzog morreu em 25 de outubro de 1975, em São Paulo, após ser torturado no DOI-CODI
  • A data é lembrada como Dia Nacional da Defesa da Democracia; projeto que a oficializa passou em comissão do Senado em março de 2024
  • A 48ª edição do Prêmio Vladimir Herzog teve cerimônia na terça-feira (20), em São Paulo

Vladimir Herzog, diretor de jornalismo da TV Cultura, morreu em 25 de outubro de 1975, em São Paulo, depois de ser torturado nas dependências do DOI-CODI, órgão de repressão da ditadura militar. Neste domingo (25), os 51 anos da morte caem no mesmo dia do segundo turno da eleição presidencial.

A coincidência fez o nome do jornalista voltar ao noticiário. Segundo o Imirante.com, a data não foi definida em função das eleições deste ano. Ela remete à morte de Herzog e busca preservar a memória do caso.

Quem era Vladimir Herzog?

Em 1975, Herzog dirigia o jornalismo da TV Cultura. De acordo com o Imirante.com, ele foi por conta própria até as autoridades para dar explicações sobre supostos vínculos com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e morreu depois de ser torturado no DOI-CODI.

Leia também: Temporal deixa 110 mil clientes sem luz em BH no dia do segundo turno · TSE registra 2,64 milhões de justificativas pelo e-Título no 2º turno até o meio-dia

A morte provocou mobilizações e virou símbolo da resistência à repressão política e da defesa da liberdade de expressão. O Instituto Vladimir Herzog afirma que ele foi assassinado pela ditadura militar, que o Imirante.com situa entre 1964 e 1985.

Família Herzog na inauguração do Calçadão do Reconhecimento, na Praça Memorial Vladimir Herzog, em São Paulo
Família Herzog na inauguração do Calçadão do Reconhecimento, na Praça Memorial Vladimir Herzog, em São Paulo (foto de arquivo, 26/10/2025) Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Como a data virou Dia da Defesa da Democracia?

Em 2023, a senadora Eliziane Gama apresentou o Projeto de Lei 6.103/2023 para instituir oficialmente o Dia Nacional de Defesa da Democracia. A Comissão de Defesa da Democracia do Senado aprovou a proposta em março de 2024. Não foi confirmado se o projeto já se tornou lei.

O calendário explica o encontro das datas. A Constituição prevê o primeiro turno no primeiro domingo de outubro e, quando nenhum candidato obtém a maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno no último domingo do mês. Em 2026, essas datas são 4 e 25 de outubro.

O que é o Prêmio Vladimir Herzog?

O nome do jornalista batiza um dos prêmios mais tradicionais da imprensa brasileira, de anistia e direitos humanos. A 48ª edição teve cerimônia na terça-feira (20), no Tucarena, teatro da PUC de São Paulo.

O Prêmio Especial foi para Jamil Chade. Ao receber a homenagem, ele disse: “Diante dos ventos gelados do autoritarismo, podemos ser mais uma vez a resposta e a esperança”. A noite também homenageou Zuenir Ventura, colega de Herzog na revista Visão no início dos anos 1970. Flavia Oliveira, conselheira do Instituto Vladimir Herzog, afirmou: “Democracia e Zuenir são sinônimos”.

47º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, realizado no TUCA, na PUC-SP
47º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, realizado no TUCA, na PUC-SP (foto de arquivo, 27/10/2025) Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Na categoria multimídia, o Metrópoles venceu com “Um Brasil que desmorona”, reportagem sobre problemas de infraestrutura em estradas e pontes. “Moinho de Gente”, do Intercept Brasil, e “Ouro, escavadeiras e fuzis”, da InfoAmazonia e da Amazon Underworld, também venceram a categoria. No livro-reportagem, a vencedora foi Ana Paula Araújo, com “Agressão”.

Qual é a disputa deste domingo?

O segundo turno opõe o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo editorial de O Globo, mais de 158 milhões de brasileiros são esperados nas urnas.

No primeiro turno, Flávio terminou à frente de Lula com diferença inferior a 2 pontos percentuais, ou 2,2 milhões de votos. A abstenção foi de 21,08%, ou 33,4 milhões de eleitores, nível que o jornal descreve como recorde. O Globo também lembra que esta é a décima eleição presidencial seguida desde a redemocratização.

Segundo o jornal, o país deve conhecer o próximo presidente ainda nesta noite de domingo.

Fontes consultadas

O GLOBO — O ritual mais sagrado da democracia Metrópoles — Metrópoles recebe prêmio Vladimir Herzog de jornalismo Imirante.com — Dia da Democracia: entenda a origem e a importância da data vladimirherzog.org — 48º Prêmio Vladimir Herzog celebra a imprensa livre e comprometida com o interesse público, a democracia e os direitos humanos

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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