Vladimir Herzog, diretor de jornalismo da TV Cultura, morreu em 25 de outubro de 1975, em São Paulo, depois de ser torturado nas dependências do DOI-CODI, órgão de repressão da ditadura militar. Neste domingo (25), os 51 anos da morte caem no mesmo dia do segundo turno da eleição presidencial.
A coincidência fez o nome do jornalista voltar ao noticiário. Segundo o Imirante.com, a data não foi definida em função das eleições deste ano. Ela remete à morte de Herzog e busca preservar a memória do caso.
Quem era Vladimir Herzog?
Em 1975, Herzog dirigia o jornalismo da TV Cultura. De acordo com o Imirante.com, ele foi por conta própria até as autoridades para dar explicações sobre supostos vínculos com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e morreu depois de ser torturado no DOI-CODI.
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A morte provocou mobilizações e virou símbolo da resistência à repressão política e da defesa da liberdade de expressão. O Instituto Vladimir Herzog afirma que ele foi assassinado pela ditadura militar, que o Imirante.com situa entre 1964 e 1985.

Como a data virou Dia da Defesa da Democracia?
Em 2023, a senadora Eliziane Gama apresentou o Projeto de Lei 6.103/2023 para instituir oficialmente o Dia Nacional de Defesa da Democracia. A Comissão de Defesa da Democracia do Senado aprovou a proposta em março de 2024. Não foi confirmado se o projeto já se tornou lei.
O calendário explica o encontro das datas. A Constituição prevê o primeiro turno no primeiro domingo de outubro e, quando nenhum candidato obtém a maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno no último domingo do mês. Em 2026, essas datas são 4 e 25 de outubro.
O que é o Prêmio Vladimir Herzog?
O nome do jornalista batiza um dos prêmios mais tradicionais da imprensa brasileira, de anistia e direitos humanos. A 48ª edição teve cerimônia na terça-feira (20), no Tucarena, teatro da PUC de São Paulo.
O Prêmio Especial foi para Jamil Chade. Ao receber a homenagem, ele disse: “Diante dos ventos gelados do autoritarismo, podemos ser mais uma vez a resposta e a esperança”. A noite também homenageou Zuenir Ventura, colega de Herzog na revista Visão no início dos anos 1970. Flavia Oliveira, conselheira do Instituto Vladimir Herzog, afirmou: “Democracia e Zuenir são sinônimos”.

Na categoria multimídia, o Metrópoles venceu com “Um Brasil que desmorona”, reportagem sobre problemas de infraestrutura em estradas e pontes. “Moinho de Gente”, do Intercept Brasil, e “Ouro, escavadeiras e fuzis”, da InfoAmazonia e da Amazon Underworld, também venceram a categoria. No livro-reportagem, a vencedora foi Ana Paula Araújo, com “Agressão”.
Qual é a disputa deste domingo?
O segundo turno opõe o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo editorial de O Globo, mais de 158 milhões de brasileiros são esperados nas urnas.
No primeiro turno, Flávio terminou à frente de Lula com diferença inferior a 2 pontos percentuais, ou 2,2 milhões de votos. A abstenção foi de 21,08%, ou 33,4 milhões de eleitores, nível que o jornal descreve como recorde. O Globo também lembra que esta é a décima eleição presidencial seguida desde a redemocratização.
Segundo o jornal, o país deve conhecer o próximo presidente ainda nesta noite de domingo.



