O Governo de São Paulo oferece 35 mil vagas, até 2027, em um curso de capacitação empreendedora. A informação foi divulgada pela Agência SP nesta segunda-feira (5), Dia do Empreendedor. A oferta é da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), em parceria com o Sebrae-SP.
O curso faz parte de um dos módulos do SuperAção, programa voltado à inclusão produtiva e à geração de renda de famílias em situação de vulnerabilidade social. A ideia é que o próprio negócio ajude essas famílias a conquistar autonomia e sair da pobreza.
O que o curso ensina
De acordo com o governo, o conteúdo inclui:
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- finanças, fluxo de caixa e capital de giro;
- precificação;
- formalização do negócio e acesso ao crédito;
- relacionamento com clientes e relação com fornecedores;
- estratégias de divulgação, inteligência emocional e compra de materiais.
As aulas tiveram exercícios que simulavam situações de um negócio real. Segundo a aluna Acsa da Silva, as dinâmicas e a interação com os colegas complementaram o que os professores ensinaram sobre administrar uma empresa e negociar com fornecedores e clientes.
Quem pode participar
O curso é destinado a famílias em vulnerabilidade social atendidas pelo SuperAção. O governo não detalhou, no anúncio, como fazer a inscrição.

O que dizem as alunas de São Roque
Em São Roque, seis famílias já concluíram o curso. Ana Vitória Farias, Lilia Oliveira e Patrícia Constantino, moradoras do mesmo bairro, se aproximaram durante as aulas e planejam abrir um restaurante em sociedade. “O curso trouxe muito conhecimento e confiança para a gente colocar esse sonho de pé”, afirma Ana Vitória.
Lilia, que já trabalhou em cozinha de restaurante, contou o que levou das aulas: “Aprendi sobre as leis, documentação e como administrar o dinheiro. Também aprendi a conversar com clientes, procurar fornecedores com preços melhores e fazer as contas”. Ela diz que os efeitos chegaram à vida pessoal: “Coloquei as contas em dia, comprei algumas coisas para o meu filho e coloquei internet em casa”.
Gleisiane Santos abriu há dois meses uma loja de maquiagem e cosméticos e já usa o que aprendeu. Ela cita a precificação, técnica que, segundo disse, não tinha antes. “A minha expectativa é fazer o negócio crescer e, quem sabe, investir em filiais no futuro”, afirma.
Para Acsa, o principal aprendizado foi a gestão do dinheiro que entra no negócio: “Saber separar o que vai ser destinado a cobrir gastos, comprar materiais, pagar salário e o que é realmente lucro”.
A supervisora do programa em São Roque, Telma Nogueira, avalia que “em geral, elas estão mais abertas a se capacitar para o empreendedorismo, o que leva a uma inclusão produtiva mais eficiente”. As 35 mil vagas estão previstas até 2027.



