Uma fêmea adulta de elefante-marinho-do-sul foi vista descansando na tarde de sábado (3) na praia do Balneário Brejatuba, em Guaratuba, no litoral do Paraná. Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) avaliaram o animal e concluíram que ele estava em bom estado corporal e apenas repousando.
Como identificaram que era o mesmo animal
A ocorrência foi comunicada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Guaratuba, que acionou o Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR (LEC-UFPR). O laboratório executa no Paraná o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).
Pelas marcas no corpo, a equipe constatou que se tratava do mesmo exemplar registrado na manhã de sábado, em São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, por pesquisadores do PMP-BS ligados à Univille.
Leia também: Curitiba abre PSS com 1.443 vagas de professor; salário chega a R$ 4.760
A bióloga Camila Domit, coordenadora do PMP-BS/LEC-UFPR, afirmou que a identificação veio da comparação das marcas e dos registros trocados entre as equipes. Segundo ela, esse acompanhamento integrado permite reconhecer indivíduos ao longo da costa brasileira e reunir dados sobre deslocamentos e uso das praias durante a migração.
O que aconteceu na praia
A equipe acompanhou o animal até ele voltar ao mar, por volta das 19h. Às 20h30, o grupo de pesquisa foi avisado de que a fêmea havia retornado à areia, cerca de 500 metros do primeiro ponto. Ela passou mais algumas horas sob monitoramento da equipe da prefeitura.
Por ser um animal adulto, de grande porte, em boas condições e com comportamento de repouso, o acompanhamento é feito na própria praia. A faixa de areia foi isolada para garantir a segurança e o descanso da fêmea, evitando a aproximação de pessoas e de animais domésticos.
O médico-veterinário Fabio Henrique de Lima, responsável técnico do PMP-BS/LEC-UFPR, disse que a presença de um pinípede na praia faz parte do comportamento natural e não significa doença ou debilidade. Para ele, “neste momento, a melhor conduta é acompanhar seu comportamento e permitir que permaneça no local sem interferências até seu retorno ao oceano”.
O que a população deve fazer
A orientação é respeitar a área isolada, ficar longe do animal e evitar aglomerações e barulho por perto. Também não se deve tocar, alimentar, molhar nem tentar levar o elefante-marinho de volta ao mar.
Cães e gatos precisam ficar afastados, porque a aproximação pode provocar reações defensivas e pôr em risco o animal silvestre e as pessoas.
Quem encontrar um animal marinho encalhado no litoral paranaense deve manter distância e acionar o PMP-BS/LEC-UFPR:
- Telefone: 0800 642 3341
- Telefone: 41 99213-8746
Por que o animal sai do mar
Os elefantes-marinhos-do-sul pertencem ao grupo dos pinípedes, o mesmo das focas e dos lobos e leões-marinhos. Passam grande parte da vida no oceano, mas podem usar praias para descansar durante os deslocamentos.
O PMP-BS é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos. No Paraná, a execução cabe à equipe do LEC-UFPR.



