A modelo Giane Alves morreu na sexta-feira (2), aos 32 anos, após sofrer um infarto agudo do miocárdio em Condeúba, na Bahia. Ela levava o filho caçula, de 45 dias, a uma consulta de rotina quando passou mal.
O agente dela, Miguel Crispim, falou sobre o caso com a coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, nesta terça-feira (6). Segundo ele, Giane morreu no hospital.
O que aconteceu
De acordo com Crispim, estavam com Giane o marido, José Sobrinho, os dois filhos — Gael, de 7 anos, e Felipe — e uma amiga.
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Crispim trabalhou com a modelo por mais de 12 anos. Ele afirmou que ela não bebia, não fumava, não tomava medicação e estava com os exames em dia. Essas informações sobre a saúde dela partem apenas do agente e não foram confirmadas por outra fonte.
Quem era Giane Alves
Giane foi descoberta por um olheiro quando trabalhava em um posto de gasolina. Fez carreira como modelo em diferentes países e, antes de voltar ao interior da Bahia, tinha base em São Paulo.
Segundo Crispim, o trabalho permitiu a ela formar uma família e garantir boas condições financeiras aos filhos. Ele disse que ela voltou à Bahia em busca de mais qualidade de vida.
Quais são os sinais de infarto
O infarto acontece quando uma artéria que abastece o coração é bloqueada, geralmente por uma placa de gordura que se rompe e dá origem a um coágulo. Segundo o cardiologista Fernando de Paula Machado, é a principal causa de morte no Brasil e no mundo.
Entre os sinais descritos pelo médico estão:
- dor ou desconforto no peito, como pressão, aperto ou peso, por mais de alguns minutos ou que some e volta;
- dor que irradia para o braço (principalmente o esquerdo), ombro, costas, pescoço, mandíbula ou região do estômago;
- falta de ar, com ou sem dor no peito;
- suor frio, náusea, vômito ou tontura;
- cansaço incomum ou fraqueza repentina, sem causa aparente.
Mulheres, idosos e diabéticos têm maior chance de infartar sem a dor típica no peito. Nesses casos, aparecem principalmente falta de ar, náusea, dor nas costas ou cansaço intenso.
O que fazer diante da suspeita
A orientação é ligar de imediato para o Samu (192). Não é indicado ir dirigindo ao hospital, porque a equipe de emergência pode começar o tratamento ainda a caminho.
Se for preciso usar meios próprios, a recomendação é procurar a UPA (unidade de pronto atendimento) ou o pronto-socorro mais próximo.
Esperar a dor passar sozinha não é recomendado. Se o desconforto no peito persistir por alguns minutos, não ceder com o repouso ou piorar, é preciso acionar a emergência logo, pois cada minuto de demora diminui as chances de sucesso do tratamento.
Quando o risco é maior
O infarto é mais frequente de manhã, entre 8h e 11h, logo após acordar, quando o corpo eleva naturalmente a pressão arterial e a frequência cardíaca.
O frio também aumenta a ocorrência: as baixas temperaturas contraem os vasos sanguíneos e favorecem a formação de coágulos.
Fatores de risco
- Tabagismo
- Colesterol alterado
- Pressão alta
- Diabetes
- Obesidade
- Sedentarismo
- Estresse e fatores emocionais
- Idade
- Histórico familiar
Segundo o cardiologista, na grande maioria dos casos a pessoa tinha ao menos um desses fatores. Ele observa, porém, que um forte componente genético pode levar ao infarto até quem tem hábitos de vida saudáveis.



