Lionel Messi encerrou 21 anos de seleção argentina nesta terça-feira (6) com um gol e duas assistências na vitória por 3 a 0 sobre Benin, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Aos 39 anos, o camisa 10 se despediu diante de mais de 80 mil torcedores.
Nicolás Otamendi abriu o placar aos 48 minutos. Nicolás Paz ampliou aos 60, e Messi fechou a conta de pênalti aos 70. A noite também marcou a despedida de Otamendi da seleção, segundo a Jovem Pan.
Quais são os recordes de Messi na Argentina
Segundo a Jovem Pan, Messi deixa a seleção com 208 jogos, 126 gols e 70 assistências, marcas que são recordes absolutos da Argentina. Ele é o maior goleador e o maior garçom da história da equipe.
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Seus títulos pela Argentina foram:
- Ouro olímpico em Pequim, 2008
- Copa América 2021
- Finalíssima 2022
- Copa do Mundo do Catar 2022
- Copa América 2024
Também foi vice-campeão mundial em 2014, no Brasil, e em 2026, na América do Norte. Nesta última edição, a Argentina perdeu a final para a Espanha, há cerca de dois meses e meio.
O que Messi disse na despedida
Conhecido por ser tímido e evitar holofotes fora do gramado, Messi pegou o microfone e se dirigiu à torcida. A Folha informou que ele estava emocionado. Começou lembrando do pai e continuou:
“Foi um orgulho vestir essa camisa por mais de 20 anos. Até nos piores momentos que enfrentamos, eu nunca deixei de lutar.”
Afirmou que o título no Catar cumpriu seu sonho de infância e que gostaria de ter ficado a vida inteira na seleção, pois jogar pela Argentina é “o mais bonito que pode acontecer”.
Sobre a derrota na final de 2026, disse que não houve nada “esquisito” e atribuiu o resultado ao desgaste físico e emocional da semifinal contra a Inglaterra.
No encerramento, ele mesmo reconheceu que falou mais do que o habitual:
“Estou falando mais do que nunca. Não quero ir embora. Não quero sair do banco. Vou sentir falta de vocês.”
Como a imprensa reagiu ao adeus
Jornais argentinos não contiveram a emoção. O La Nación publicou: “Até sempre, capitão! Já era venerado e agora virou lenda”. O Olé agradeceu “eternamente” a Messi e o chamou de melhor jogador da história da seleção.
Na Espanha, o Marca escreveu que o camisa 10 saiu de campo “como sempre, o melhor da alviceleste”. Na Itália, o Corriere dello Sport o definiu como “o jogador mais próximo de Maradona”.
Jogadores com quem Messi atuou também se manifestaram nas redes sociais. Neymar escreveu: “Não é só Argentina que te agradece, o mundo agradece por tudo que fez ao futebol”. Ronaldinho Gaúcho, espécie de mentor de Messi no início da carreira no Barcelona, escreveu sobre a alegria de “ter feito parte da tua história desde o primeiro dia”.
A carreira de Messi, por enquanto, prosseguirá apenas no Inter Miami.



