O jornalista Ayres Rocha morreu aos 62 anos, na madrugada desta quarta-feira (14), em Rio Branco. Ele foi âncora do Jornal do Acre 2ª Edição (JAC2), da Rede Amazônica, por 30 anos, e era um dos rostos mais conhecidos da TV acreana.
Ayres fazia tratamento contra um câncer em João Pessoa, na Paraíba. Havia voltado à capital acreana cerca de um mês antes da morte.
Por que ele voltou para o Acre?
Segundo a irmã dele, Elaina Rocha, a volta teve relação com o desejo de estar perto dos parentes e da cidade natal. “Ele veio para cá porque ama a cidade dele”, disse ela ao g1 e à Rede Amazônica.
Leia também: Menina de 10 anos morre afogada em parque aquático no Ceará; polícia investiga · Homem de 42 anos morre após cair de montanha-russa Goliath nos EUA
Elaina contou que o irmão ficou cercado por familiares no hospital até a noite anterior à morte. Mesmo assim, ainda conseguiu fazer piadas por meio de gestos.
Quem foi Ayres Rocha?
José Ayres de Souza Rocha nasceu e cresceu em Rio Branco. Era o caçula de uma família com nove filhos biológicos e duas filhas adotivas.
Ele entrou no jornalismo em 1989, quase por acaso. Trabalhava como bancário pela manhã e buscava uma ocupação à tarde quando surgiu a chance na então TV Acre. Substituiu o apresentador de um programa esportivo que havia faltado, mesmo receoso com as câmeras.
Depois, apresentou outros telejornais da emissora, nas edições da manhã e da tarde, até assumir a bancada do JAC2. O telejornal estreou em 1995 e se tornou referência na programação local. Colegas de redação o chamavam de “professor”. Ele ficou conhecido pela voz e pela serenidade diante das câmeras.

Ele chegou ao Jornal Nacional?
Sim. Em 2019, Ayres representou o Acre numa edição comemorativa dos 50 anos do Jornal Nacional, da TV Globo. Dividiu a bancada com a jornalista Jéssica Senra, apresentadora do Bahia Meio-Dia.
Segundo a Prefeitura de Rio Branco, ele era o apresentador de telejornal local com mais tempo de atuação na Rede Globo em todo o país.
O que dizem o governo e a prefeitura?
A governadora Mailza Assis lamentou a morte em nota oficial do Governo do Estado. Ela destacou a presença dele nos lares acreanos por mais de três décadas e citou a participação no Jornal Nacional. Escreveu:
“Sua trajetória é parte da história da comunicação acreana.”
A Prefeitura de Rio Branco, em nota própria, classificou Ayres como um dos principais nomes da comunicação acreana e disse que ele será lembrado com carinho pela dedicação à profissão.
Quem ele deixa?
Na nota, a governadora enviou condolências à esposa, Waldenira, aos filhos Marcelo, Álvaro Neto e Luiza, e aos netos Maria Eliza, Miguel, Isaque, Heloise e Apolo.
As notas oficiais não informam data nem local do velório e do sepultamento.



