Terça-feira, 13 de outubro de 2026
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Pacífico registra recorde de 29,7°C com El Niño; Noaa vê fenômeno muito forte

Copernicus aponta o maior aquecimento já medido na região-chave do El Niño em setembro, e a Noaa dá 100% de chance de fenômeno muito forte a partir de novembro.

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Resumo rápido

  • Região Niño 3.4 do Pacífico chegou a 29,7°C em setembro, maior nível já registrado, segundo o Copernicus
  • Noaa dá 100% de chance de El Niño muito forte a partir de novembro
  • Produtores de Pelotas (RS) se preparam para chuva acima da média na primavera, segundo a GZH

A temperatura da superfície do mar na região do Pacífico usada para monitorar o El Niño chegou a 29,7°C em setembro, o maior nível já registrado. O dado foi divulgado na segunda-feira (12) pelo observatório europeu Copernicus. Na semana passada, a agência climática americana Noaa afirmou que há 100% de chance de o fenômeno ficar muito forte a partir de novembro.

Meteorologistas de vários países alertam há meses que este El Niño pode ser o mais intenso já observado. O Copernicus, porém, ressalva que ainda não é possível afirmar isso.

O que o Copernicus mediu

A área chamada Niño 3.4 superou os picos de episódios anteriores, registrados em 1982/1983, 1997/1998 e 2015/2016. Segundo o serviço europeu, o valor mostra a “intensidade excepcional” do fenômeno atual.

Leia também: El Niño muito forte: o que esperar de chuva, seca e calor em cada região até dezembro · Pai do ministro do STF Cristiano Zanin, Nelson Martins morre aos 90 anos em Piracicaba

  • Niño 3.4 em setembro: 2,1°C acima da média;
  • temperatura média da superfície do mar: 21,05°C, recorde para o mês, contra 20,9°C em setembro de 2023;
  • temperatura média do ar no mundo: 16,27°C, a segunda maior para um mês de setembro na história.

A Folha de S.Paulo observa que comparar episódios é mais difícil, porque o aquecimento dos oceanos causado pelas mudanças climáticas faz os eventos recentes parecerem mais fortes do que os antigos.

Como o El Niño é classificado

O El Niño começou em junho e se caracteriza pelo aquecimento acima do normal das águas do Pacífico leste, na linha do Equador. A classificação usa a variação trimestral da temperatura em relação à média:

  • fraco: de 0,5°C a 1°C;
  • moderado: de 1°C a 1,5°C;
  • forte: de 1,5°C a 2°C;
  • muito forte: acima de 2°C.

Para o período de agosto a setembro, a Folha informa anomalia de 1,7°C e a classifica como muito forte. Pelas faixas listadas acima, porém, 1,7°C ficaria na categoria forte, e a Noaa projeta que o fenômeno chegue ao patamar muito forte só a partir de novembro. Considerando apenas setembro, a região Niño 3.4 estava 2,1°C acima da média.

O que se espera para o Sul e o Norte

No Rio Grande do Sul, a previsão é de chuva acima da média durante a primavera por causa do El Niño, segundo a GZH. A Folha registra que a volta do fenômeno costuma provocar estiagem no Norte do país.

Como os produtores de Pelotas se preparam

Em Pelotas, no sul gaúcho, produtores já adotam medidas de proteção. Maurício Bender, que cultiva morango, pimentão e tomate, preparou a terra no outono, com correção do solo, irrigação e lonas, para evitar a entrada de tratores em terreno encharcado.

Adriano Bosenbecker relata que, após um vendaval há cerca de 15 dias, a área protegida por quebra-ventos não perdeu frutos. No trecho aberto, segundo ele, a perda foi de 80%.

A Embrapa Clima Temperado recomenda manter o solo coberto o ano todo, com palhada ou plantas de cobertura, além de plantio em curvas de nível e terraços. Segundo a GZH, o excesso de chuva pode causar erosão, encharcamento, perda de nutrientes e favorecer doenças nas plantas.

E o preço dos alimentos?

Segundo reportagem do Globo Rural, o IBGE avalia que a alta nos preços dos alimentos pode ter relação com o clima instável, e não necessariamente com o El Niño. Não há, nas informações disponíveis, números do instituto sobre quais produtos subiram.

O próximo marco é novembro, mês a partir do qual a Noaa projeta o El Niño em intensidade muito forte.

Fontes consultadas

GZH — Produtores rurais adotam estratégias para enfrentar os efeitos do El Niño: “A gente precisa ter esse planejamento” Folha de S.Paulo — Com El Niño, parte do oceano Pacífico tem temperatura recorde Globo Rural — Clima errático, não necessariamente o ‘El Niño’, pode ter elevado preço dos alimentos, diz IBGE

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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