O Ceará precisa pagar o Santos ou fechar um acordo com o clube paulista em até 45 dias. A cobrança se refere à compra de 70% dos direitos econômicos do volante Zanocelo. Se nada for feito, o time fica impedido de registrar novos jogadores, o que seria um novo transfer ban.
A notificação é da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) e é datada desta segunda-feira (19). Segundo o ge, a agência definiu prazos distintos para cada tipo de pendência.
Quais dívidas estão em atraso?
O Ceará declarou ter débitos vencidos com clubes, jogadores, comissão técnica, funcionários e órgãos públicos. Na defesa, o clube afirmou que negociava com o Santos. A ANRESF, porém, concluiu que os documentos enviados não provavam a regularização.
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A agência também viu indício de atraso nos salários de maio dos atletas profissionais. Esse ponto será analisado em processo separado.
Quais são os prazos?
- 45 dias para pagar ou firmar acordo com o Santos, assinado pelos dois clubes;
- dez dias úteis para comprovar, de forma individual, o pagamento das dívidas com atletas e comissão técnica;
- 31 de outubro para regularizar os tributos de 2026;
- 30 de novembro para quitar o passivo anterior a 2026.
E se o prazo passar?
Sem pagamento ou acordo assinado por ambos os clubes, o Ceará fica proibido de registrar atletas. O ge informou que, nesse caso, haveria um novo transfer ban.
Se não comprovar em dez dias úteis o pagamento a jogadores e comissão técnica, o clube poderá ser excluído do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Fora do programa, poderá perder os benefícios e ser obrigado a reembolsar a CBF pelos gastos com logística e arbitragem que a entidade já bancou.
A ANRESF também reconheceu reincidência, com peso reduzido, por ser a segunda constatação consecutiva contra o clube.
Já houve restrição neste ano?
Sim. Em 11 de setembro, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF aplicou ao Ceará o segundo transfer ban da temporada, por causa de dívidas. Na ocasião, o clube disse em nota que trabalhava para viabilizar recursos e pagar o que devia.
Em 17 de junho, o sistema da Fifa já havia registrado uma proibição de novos registros contra o Ceará. A ação foi movida pelo clube japonês Matsumoto Yamaga e ligada à transferência de Lucas Rian.



