O dólar comercial abriu esta sexta-feira (16) em leve queda e cotado a R$ 5,083 às 9h10, recuo de cerca de 0,08%, segundo o Metrópoles. Na quinta (15), a moeda havia fechado a R$ 5,09, com alta de 1,17%.
O mercado olha para três frentes ao mesmo tempo: as pesquisas do segundo turno, a promulgação do fim da escala 6×1 e um dado de atividade econômica divulgado logo cedo.
Por que o dólar cai hoje
Segundo o Valor Econômico, a moeda americana perde força no exterior e há mais apetite por risco, o que sustenta o real. Mesmo assim, o desempenho do real fica abaixo da maioria das moedas de países emergentes.
O Valor também avalia que a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está mais acirrada, o que pesa no humor dos investidores.
Pelo g1, o dólar acumula alta de 2,06% na semana, queda de 1,69% no mês e recuo de 7,32% no ano.
O que dizem as pesquisas eleitorais
As duas pesquisas mais recentes apontam empate técnico, segundo o g1. No Datafolha, divulgado na quinta, Flávio tem 47% das intenções de voto e Lula, 45%. Na semana anterior, a vantagem do senador era de 49% a 45%.
Nos votos válidos, o mesmo levantamento dá 51% para Flávio e 49% para Lula, de acordo com o Metrópoles. Na Quaest, divulgada na quarta (14), Flávio aparece com 46% e Lula com 44%. Nos dois casos, a margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Nesta sexta, a TV Globo entrevista Flávio Bolsonaro, com Renata Lo Prete. Na quinta, foi a vez de Lula. Segundo o g1, ele defendeu reduzir a maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos e comentou a relação comercial com os Estados Unidos.
O que muda com o fim da escala 6×1
O Senado aprovou na quarta-feira (14) a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1 e prevê dois dias de folga remunerada por semana. Foram 75 votos a favor e um contra, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Por ser emenda constitucional, a proposta não passa por sanção presidencial. A Mesa do Congresso a promulga em sessão solene nesta sexta. Segundo o g1, a expectativa é que as regras comecem a valer dois meses após a publicação no Diário Oficial.
Pelo texto aprovado, a mudança segue este roteiro:
- no primeiro ano, o teto é de 42 horas por semana;
- depois desse período, o máximo cai para 40 horas;
- não há redução de salário;
- a compensação pode ser definida em norma coletiva, se a média semanal for de dois dias de folga.
Estimativas de custo para as empresas e o efeito da mudança sobre o câmbio não aparecem nos relatos do Valor, do g1 e do Metrópoles.
Qual é o dado de atividade de hoje
O Banco Central tinha previsão de divulgar às 9h o IBC-Br de agosto, indicador considerado uma prévia do PIB. Segundo o Valor, o resultado ficou acima da mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data. O número do índice não consta do relato do jornal.
Em julho, o IBC-Br havia recuado 0,22% ante junho e subido 1,1% na comparação com julho de 2025, segundo o g1. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.



