Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
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Petróleo Brent fecha a US$ 109,86, maior valor desde 19 de maio

Temor de escalada no Oriente Médio e ataque a refinaria russa de Ryazan puxam os preços; AIE e EUA tomam medidas para ampliar a oferta.

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Resumo rápido

  • Brent fechou a US$ 109,86 nesta sexta (16), alta de 3,7%, o maior nível desde 19 de maio
  • Tensões no Oriente Médio e dúvidas sobre o diesel russo pressionam os preços
  • AIE concordou em liberar mais de 20 milhões de barris; EUA abriram chamada para troca de até 17 milhões

O petróleo Brent fechou a sexta-feira (16) cotado a US$ 109,86 por barril, com alta de US$ 3,94 (3,7%). É o maior valor desde 19 de maio. Os investidores reagiram ao receio de que as tensões no Oriente Médio reduzam a oferta e às dúvidas sobre quanto diesel a Rússia conseguirá vender ao mercado externo.

O Brent é a referência internacional, negociada em Londres. Na semana, acumula alta de 4,9%, segundo o g1 e a CNN Brasil.

Quanto fechou o WTI nos Estados Unidos?

Os números do WTI, referência americana, variam entre as fontes. Segundo o g1, o contrato fechou a US$ 101,41, com alta de 3,5%, no maior patamar desde 17 de setembro, e acumula 10,4% na semana. A CNN Brasil, que cita o contrato para dezembro negociado na Nymex, informa US$ 99,02, com alta de 2,61% no dia e de 7,8% na semana.

Leia também: Banco Central decreta liquidação da Credipaiva, cooperativa de empregados da Newton Paiva em BH · Fim da escala 6×1 é promulgado; jornada cai para 42 horas em dezembro e para 40 horas no fim de 2027

O que pressiona os preços do petróleo?

O primeiro fator é o Oriente Médio. Segundo a consultoria Energy Aspects, ouvida pela Reuters, os preços voltaram a subir depois de uma queda. Pesaram o medo de que o conflito se agrave e as notícias sobre possíveis ataques à infraestrutura de energia da Arábia Saudita.

Unidade de coqueamento retardado na Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, em Ipojuca (PE)
Unidade de coqueamento retardado na Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, em Ipojuca (PE) (foto de arquivo, 01/11/2024) Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A imprensa israelense publicou que o Irã poderia preparar um ataque preventivo, depois de serviços de inteligência ocidentais notarem movimentações militares fora do comum. A informação não foi confirmada.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter derrubado um míssil balístico disparado contra Yanbu, porto no Mar Vermelho. A cidade permite ao país escoar petróleo por uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz. A consultoria Rapidan Energy Group disse que, nas primeiras informações, não havia danos à infraestrutura local.

Como a crise na Rússia entra na conta?

O segundo fator é a Rússia. Na quinta-feira (15), a Ucrânia atacou uma refinaria russa. Antes, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, anunciara que Kiev deixaria a trégua que protegia instalações de energia. O cessar-fogo fora anunciado pelo presidente americano, Donald Trump.

Refinaria da Petrobras
Refinaria da Petrobras (imagem ilustrativa) Foto: Oswalney Costa Galvã…, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Duas fontes do setor disseram à Reuters que a refinaria de Ryazan parou uma unidade de destilação primária após o ataque com drones. Segundo a CNN Brasil, essa mesma unidade já tinha sido suspensa por outro ataque no mês passado.

Para Dennis Kissler, da BOK Financial, a soma das tensões no Oriente Médio com as dúvidas sobre o diesel russo estimula a compra de petróleo por investidores. O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, afirmou, segundo a agência Interfax, que Moscou está pronta para manter seu papel no fornecimento de diesel.

O que os governos fazem para segurar a alta?

  • A Agência Internacional de Energia (AIE) aceitou, na quinta-feira (15), colocar no mercado mais de 20 milhões de barris de combustíveis.
  • Segundo o Departamento de Energia, os EUA abriram nesta sexta-feira (16) uma chamada para propostas de troca de até 17 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo.

Há também sinais de alívio. A Julius Baer avalia que a preocupação com o diesel pode diminuir, com mais exportações de derivados e menos manutenção em refinarias. Analistas do ING dizem que a volta dos embarques por Ormuz pode reduzir aos poucos o prêmio de risco, mas que só um acordo daria segurança de que os fluxos se manterão.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que Teerã está disposto a ajudar a resolver as divergências entre a Arábia Saudita e os houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo regime iraniano.

Fontes consultadas

g1 — Petróleo dispara e Brent chega a US$ 110 pela 1ª vez desde maio; veja o que pressiona os preços CNN Brasil — Petróleo sobe mais de 3% com tensões geopolíticas e oferta global

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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