Milhares de pessoas acompanham, na tarde deste domingo (18), o Ato Musical pela Democracia em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo o Metrópoles, a apresentação começou por volta das 16h e tem como organizadores o cantor Caetano Veloso e o movimento 342 Artes. O número exato de participantes não foi informado.
Quem se apresenta no palco
Entre os artistas anunciados estão Djavan, Jota.pê, Marina Sena, Chico César, João Bosco, Frejat, Fernanda Abreu, Ivan Lins, Rubel, Duda Beat, Xamã, Moreno Veloso, Jorge Vercillo, Delacruz, Gabriel Pensador, Puterrier, Ebony, Moacyr Luz e Nego Álvaro. Segundo o Metrópoles, parte do público também assistia às apresentações de prédios e hotéis da orla.
Roupa vermelha e pedido de voto
Para não ter problemas com a Justiça Eleitoral, os artistas receberam a orientação de não vestir vermelho, não usar adesivos políticos e não pedir votos de forma explícita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o veículo, na área reservada à organização e ao trio elétrico, quem aparecia com camisa vermelha, adesivo ou outro sinal de apoio a Lula estava sendo impedido de entrar.
Leia também: Lula defende maioridade penal aos 16 em crimes hediondos; Flávio diz que manterá fim da 6×1 · Eleitor sem biometria pode votar no 2º turno; 10,99% não têm o cadastro
O que disse Caetano Veloso
Depois de cantar “Gente”, Caetano relembrou a própria prisão durante a ditadura militar. “Durante a Ditadura Militar, eu fui preso, fiquei em uma solitária, assim como colegas meus também: Gilberto Gil, Geraldinho Azevedo, várias figuras da cultura brasileira sofreram isso. Nós estamos aqui para apresentar uma defesa da democracia contra esse tipo de coisa”, afirmou.

Ele também disse que a juventude é “importantíssima nesse momento da nossa história”.
Ato de estudantes na Candelária
Mais cedo, estudantes e movimentos sociais se reuniram na Candelária, no centro do Rio, em apoio à reeleição de Lula. Segundo o Metrópoles, o cantor Chico Buarque discursou no alto do trio e tirou fotos com apoiadores. Manifestações do mesmo tipo ocorreram em Brasília, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte.
O que o Partido Novo pede ao TSE
O Partido Novo recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no sábado (17) para tentar impedir o ato. Para a legenda, trata-se de showmício eleitoral, que a legislação proíbe.
O partido pede que as apresentações sejam suspensas e que os organizadores prestem contas por completo. A lista inclui contratos, de onde veio o dinheiro, o que foi gasto com divulgação e quanto cada artista recebeu de cachê. O Metrópoles não informa se o tribunal já decidiu sobre o pedido.



