O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu nesta terça-feira (13) criar o Pé-de-Meia Universitário caso seja reeleito no segundo turno. A proposta prevê bolsa de R$ 700 por mês, durante dez meses do ano, e depósito anual de R$ 2.500 em poupança. Em quatro anos de curso, a poupança chegaria a R$ 10 mil.
O anúncio foi feito em um vídeo-selfie publicado nas redes sociais. É uma promessa de campanha: o programa ainda não existe, não tem regulamentação e ninguém pode se inscrever neste momento.
Como seria o Pé-de-Meia Universitário?
No vídeo, Lula disse que todo jovem das universidades receberia R$ 700 por mês durante dez meses e, ao fim do ano, um depósito de R$ 2.500. Pelas contas do presidente, quatro anos somam R$ 10 mil. “Quando ele se formar, vai ter R$ 10 mil para começar a sua iniciação profissional”, afirmou.
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Somadas as parcelas mensais, o estudante receberia R$ 7 mil por ano em bolsas. Em quatro anos, seriam R$ 28 mil em bolsas, além da poupança de R$ 10 mil, segundo os valores anunciados. Lula apresentou a medida como algo que está sendo criado “para o próximo governo”.
Quanto custa e quem pagaria?
O senador Camilo Santana (PT-CE), que faz parte da coordenação da campanha e foi ministro da Educação até abril, afirmou que o custo anual será de R$ 4,6 bilhões. Segundo ele, metade dos recursos sairia do Fundo Social do Pré-Sal.
A Metrópoles, citando o governo, informou o mesmo custo aproximado e apontou o fundo social do petróleo como fonte do recurso, sem falar em divisão. A origem da outra metade não foi informada nas declarações divulgadas.
Camilo disse que o programa atenderia inicialmente 1 milhão de estudantes em 2027 e que a medida busca evitar que jovens deixem a faculdade por falta de dinheiro para aluguel e alimentação.
Quem teria direito?
Ainda não há critérios oficiais. O jornal O Globo informou que a promessa se destina a estudantes de universidades públicas e do Prouni. Camilo falou em “aluno da universidade pública”. O portal A Tarde registrou que não foi informado se instituições privadas entrariam no programa.
Segundo Camilo, o aluno terá de passar de ano para continuar recebendo. Não foram divulgados limite de renda, lista de cursos, forma de inscrição nem data de início dos pagamentos.
Já existe algum programa parecido?
O programa atual mais próximo é o Pé-de-Meia Licenciaturas, do Ministério da Educação (MEC), voltado a futuros professores da educação básica. A bolsa é de R$ 1.050 por mês: R$ 700 para saque imediato e R$ 350 depositados em poupança, chamada Incentivo Docência, que só pode ser resgatada após a conclusão do curso, se as condições forem cumpridas.
Para participar, o estudante precisa:
- ter média de 650 pontos ou mais no Enem usado para entrar na graduação;
- ter ingressado em curso presencial de licenciatura pelo Sisu, Prouni ou Fies;
- cadastrar o currículo e fazer a pré-inscrição na Plataforma Freire, da Capes;
- cumprir as exigências acadêmicas para manter a bolsa.
O calendário de 2026 prevê inscrições até 19 de dezembro.
O que acontece agora?
A proposta depende do resultado do segundo turno, em que Lula disputa a Presidência com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Regras de acesso, desenho final e a origem integral dos recursos não foram detalhados até agora. Camilo citou 2027 como ano de início.



