O volante Erick Pulgar, do Flamengo, foi absolvido nesta quinta-feira (15) pela 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, também foi absolvido no mesmo julgamento. Os dois casos nasceram do Fla-Flu de domingo (11), pela 30ª rodada do Brasileirão.
Pulgar segue liberado para jogar contra o Bahia, no domingo (18). A decisão vale em primeira instância, e a procuradoria do tribunal ainda pode recorrer.
O Flamengo venceu o clássico por 1 x 0, com gol de Jorge Carrascal aos 20 minutos do segundo tempo, após passe de Lucas Paquetá.
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O que o STJD decidiu sobre Erick Pulgar?
O chileno foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogadas violentas. Se fosse condenado, poderia pegar de uma a seis partidas de suspensão. A comissão, porém, votou por unanimidade pela absolvição.
O lance aconteceu aos 30 minutos do primeiro tempo. Pulgar atingiu o joelho do atacante Rodrigo Castillo, do Fluminense, com a sola da chuteira. O árbitro Rafael Rodrigo Klein mostrou apenas cartão amarelo, e o VAR, comandado por Daniel Nobre Bins, manteve a decisão de campo.
O relator, auditor Gabriel Fonseca, disse que baseou o voto na denúncia e na súmula da arbitragem, e não em reportagens. Segundo ele, o caso pede “autocontenção da Justiça Desportiva”. Ele afirmou ainda: “Não é o meu papel como julgador dizer que a arbitragem aqui errou”.
Por que o presidente do Fluminense foi absolvido?
Montenegro respondia pelo artigo 258 do CBJD, que trata de conduta contrária à ética desportiva. A pena prevista ia de 15 a 180 dias de suspensão.
A denúncia se baseou na entrevista coletiva após o jogo. Montenegro chamou a arbitragem de “um lixo” e perguntou pelo VAR: “Cadê o VAR? Estava dormindo?”. Ele também reclamou de dois possíveis pênaltis, um em Savarino e outro em Castillo, num lance com o zagueiro Léo Ortiz.
Para o relator, a fala está protegida pela liberdade de expressão. Ele disse: “Não acho que se expressou da melhor maneira”. A defesa, feita pelo advogado Rafael Pestana, sustentou que a crítica foi abstrata, sem ataque à índole do árbitro nem acusação de complô para beneficiar um clube.
Sobre a votação, só o Metrópoles informa o placar do caso de Montenegro: 2 votos a 1 pela absolvição. As demais fontes não detalham como cada auditor votou nesse processo.
O que ainda pode acontecer?
Segundo o UOL, a procuradoria pode recorrer. Não há informação sobre se o recurso será apresentado.
O UOL lembra que denúncias em lances sem expulsão têm gerado debate no tribunal. A defesa do Flamengo citou o caso de Barreal, do Santos, que não foi denunciado por uma entrada em Carrascal, do próprio Flamengo, na rodada anterior. Já o meia Maurício, do Palmeiras, foi julgado por uma cotovelada contra o Vitória e pegou um jogo, convertido em advertência.
Antes do julgamento, Flamengo e Fluminense não tinham se manifestado oficialmente sobre as denúncias, segundo a CartaCapital.
- Próximo jogo de Pulgar: Flamengo x Bahia, no domingo (18), pelo Brasileirão
- Prazo para recurso: não informado



