Josh Wander, que controlou a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Vasco, admitiu culpa em um esquema de fraude de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,54 bilhões) nos Estados Unidos. Quem divulgou o caso foi a Procuradoria do Distrito Sul de Nova York, na quinta-feira (15), segundo o Poder360.
Wander é cofundador da 777 Partners. De acordo com a investigação, ele se valeu do grupo para captar centenas de milhões de dólares com credores privados e investidores, apresentando dados falsos sobre a saúde financeira da empresa. Uma parte do valor serviu para pagar gastos da rede de clubes de futebol ligada à 777, sem que os credores tivessem autorizado.
O que a acusação diz que ele fez
O procurador Jamie McDonald, do Distrito Sul de Nova York, afirmou: “Wander ofereceu os mesmos ativos como garantia mais de uma vez, apresentou ativos fictícios, mentiu sobre a situação financeira de sua empresa e chegou a falsificar extratos bancários”.
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Wander foi acusado em outubro de 2025 de três crimes: fraude eletrônica, fraude com valores mobiliários e conspiração. Agora ele se declarou culpado dos dois primeiros. Cada um prevê pena máxima de 20 anos de prisão.
No acordo, o empresário concordou em abrir mão de pelo menos US$ 500 milhões obtidos com o esquema.

Qual foi a ligação com o Vasco?
O grupo 777 assumiu o futebol do Vasco em 2022. Em maio de 2024, Wander e o também cofundador Steven Pasko saíram dos cargos de gestão da empresa, segundo documento apresentado à SEC, órgão que regula o mercado de capitais dos Estados Unidos.
Ainda naquele mês, a Justiça do Rio de Janeiro tirou da 777 o controle da SAF e entregou a administração de volta ao clube associativo.
E a 777 Partners, o que aconteceu com ela?
Em outubro de 2024, a Justiça britânica decretou a falência da 777 Partners, de acordo com o FBI (Federal Bureau of Investigation). A seguradora A-CAP, uma das principais credoras do grupo, havia exigido a devolução dos empréstimos que financiavam as operações da empresa.
Quando sai a sentença?
A declaração de culpa não encerra o processo. Caberá ao juiz J. Paul Oetken, responsável pelo caso, fixar a punição, e a sentença está marcada para 1º de março de 2027.



