A NFL, liga de futebol americano, e a Ticketmaster anunciaram a renovação da parceria com um modelo que reduz a exclusividade na venda de ingressos. Batizado de “Ticketing 3.0”, o sistema permite que ingressos verificados sejam oferecidos em outros canais de venda ligados à tecnologia da Ticketmaster.
Até agora, as empresas não divulgaram a data de início do novo formato nem informaram se os preços cobrados do torcedor vão mudar.
Quem pode revender pelo novo modelo
A principal mudança atinge os chamados Season Ticket Members, torcedores que têm pacote de temporada. Eles poderão anunciar, ao mesmo tempo, os ingressos elegíveis em vários sites parceiros, em vez de um único ambiente.
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A liga quer levar a oferta oficial a sites onde o público já costuma comprar. A checagem de segurança, porém, continua com a Ticketmaster.
Para evitar falsificações, a Ticketmaster fornecerá a infraestrutura que conecta os sites de terceiros ao sistema oficial da NFL. A liga manterá as informações centralizadas e continuará direcionando o público à sua página oficial de ingressos.
O que dizem NFL e Ticketmaster
Bobby Gallo, vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios de clubes da NFL, afirmou que o acordo cria “mais valor por meio de menos exclusividade”. Para ele, o modelo começa pelos torcedores.

Saumil Mehta, presidente da Ticketmaster, disse que os fãs “devem conseguir encontrar e comprar ingressos verificados facilmente e com confiança”. Segundo ele, a tecnologia estende a integridade do sistema oficial a mais pontos de venda, o que também beneficia os donos de pacote de temporada e os clubes.
A Ticketmaster no Brasil
A empresa, do grupo Live Nation, tem negócios em andamento no país. Segundo o Times Brasil, que cita fontes ouvidas pelo Pipeline, a Ticketmaster adquiriu a Bilheteria Digital em transação avaliada em cerca de R$ 150 milhões. A compra ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
No futebol, o Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou em 30 de setembro, por 184 votos a 44, o contrato com a Ticketmaster para a operação de ingressos do Morumbis. De acordo com o UOL, o acordo prevê a antecipação de R$ 140 milhões ao clube. Desse total, R$ 30 milhões estão ligados à exploração de um camarote por cinco anos, e R$ 110 milhões são crédito que o São Paulo deve devolver em cinco anos, com correção pelo CDI mais 1,99%.
A Ticketmaster Brasil também é alvo de cobrança do Ministério Público de São Paulo. Em despacho assinado na terça-feira (20), a Promotoria de Justiça do Consumidor deu 48 horas para a empresa, a Live Nation Brazil Concerts e a Prefeitura explicarem a diferença entre o mapa de vendas dos shows do BTS no Morumbis e uma planta publicada no Diário Oficial do município.
Segundo o g1, a planta inclui duas áreas próximas ao palco, chamadas PIT 1 e PIT 2, que não aparecem no mapa apresentado na venda. O próprio despacho registra que manifestações posteriores das organizadoras indicam que o mapa original será respeitado e que não haverá setores PIT, mas diz que ainda não foi esclarecido por que o Diário Oficial publicou outra planta. A prefeitura confirmou o recebimento da notificação e informou que responderá dentro do prazo.
Os shows do BTS no Morumbis estão marcados para 28, 30 e 31 de outubro.



