O técnico Clarence Seedorf foi registrado na CBF na sexta-feira (23) e ficou liberado para comandar o Corinthians contra o Vasco, em São Januário, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo estava marcado para as 18h30 (de Brasília) deste sábado (24). O nome do holandês apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) nove dias depois de ele chegar ao Brasil, segundo o ge.
O atraso teve motivo burocrático: faltavam documentos para o visto de trabalho. De acordo com o ge, os últimos papéis foram despachados na quinta-feira (22) e levados à Polícia Federal. Antes disso, emissários viajaram ao Suriname e aos Emirados Árabes Unidos levando procurações assinadas pelo treinador.
Como Seedorf conseguiu a liberação?
Segundo o UOL, o Corinthians mobilizou contatos em quatro países (Brasil, Suriname, Holanda e Emirados Árabes Unidos) e chegou à presidenta do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, para obter a certidão de nascimento do treinador. O documento foi emitido no Suriname. Um emissário que mora no Pará foi buscá-lo e depois viajou a São Paulo para entregá-lo ao clube.
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A certidão e o atestado de antecedentes criminais estavam entre os papéis exigidos. Outra etapa foi o reconhecimento, pela Conmebol, da licença Uefa Pro de Seedorf: pelo regulamento da CBF, licenças emitidas fora da América do Sul precisam desse aval. Segundo o UOL, o trâmite levou três dias e só terminou na tarde de sexta-feira. A autorização de trabalho foi oficializada no Diário Oficial da União.
Quem fica de fora contra o Vasco?
- Memphis Depay: edema muscular no bíceps femoral da coxa direita
- Gabriel Paulista: estiramento no músculo adutor da perna esquerda
- Raniele, Zakaria Labyad e Kayke: seguem em recuperação de cirurgias
No primeiro jogo depois da chegada, o empate por 1 a 1 com o Vitória, Seedorf ainda não estava regularizado e assistiu à partida da arquibancada do setor Oeste da Neo Química Arena, informou o ge.

Por que os salários atrasam mesmo com dinheiro em caixa?
O UOL apurou que o clube recebeu cerca de R$ 11,2 milhões do Arena Fundo de Investimento Imobiliário, ligado à Neo Química Arena. Segundo a reportagem, o valor bastaria para quitar uma parcela mensal dos direitos de imagem, que gira em torno de R$ 10 milhões, mas não foi usado para isso.
Cerca de R$ 8 milhões foram para parcelas de junho a setembro de um acordo com a Fazenda Nacional, referentes a contribuições previdenciárias. Fontes ouvidas pelo UOL disseram que a diretoria quis evitar a perda do parcelamento, o que elevaria a dívida tributária. Parte das receitas também está comprometida com o fundo administrado pela Outfield, que assumiu a dívida da contratação de Rodrigo Garro, e com operações junto ao Banco Daycoval.
Em nota ao UOL, o clube afirmou: “Trata-se de uma decisão estratégica, baseada nos valores envolvidos”. O texto diz ainda que o Corinthians “tem ciência das dificuldades” financeiras e busca bases para cumprir as obrigações “de forma sustentável”.
O que mudou com a saída de Marcelo Paz?
Segundo o UOL, o ex-executivo de futebol Marcelo Paz deixou o clube na terça-feira (20), depois de uma reunião em que cobrou uma definição sobre os direitos de imagem e reclamou da falta de apoio. Ele era visto no CT Joaquim Grava como uma das pessoas que pressionavam a presidência e o setor financeiro por regularização. Paz também havia atuado na articulação por contatos no Brasil e no exterior para o registro de Seedorf.
O clube também tem premiações pendentes com os jogadores. O departamento financeiro prepara um plano para regularizar os pagamentos, mas, até a última apuração do UOL, não havia apresentado ao elenco uma previsão de data.



