O jornalista Silvio Barsetti morreu aos 61 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de um câncer. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou a morte e informou que ele atuava na área de comunicação da entidade desde o início de 2023.
A data da morte não é consistente entre as fontes. O Correio Braziliense e O Globo informam que ele morreu nesta terça-feira (13), e o Globo fala em madrugada. Já o UOL e o g1 apontam a segunda-feira (12), e o g1 fala em noite de segunda.
Qual foi a causa da morte?
Segundo o g1, ele estava internado desde domingo (11) no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, e fazia tratamento contra um câncer de pele. O UOL informa que se tratava de melanoma metastático, doença que o atingiu no ano passado. Naquele período, ele passou por uma cirurgia no cérebro e por sessões de radioterapia.
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O g1 informou que ainda não há informações sobre o local do velório e do enterro.
Quem era Silvio Barsetti?
Formado pela Faculdade Hélio Alonso em 1988, ele começou no Jornal dos Sports. Depois, trabalhou no Jornal do Brasil e em O Dia.
De 1995 a 2015, atuou na sucursal carioca do Estado de S. Paulo, onde ficou cerca de duas décadas. Também assinou colunas no portal Terra.
Pelo Estadão, cobriu a Copa do Mundo de 2002, o Pan-Americano de 2007, no Rio, e a Olimpíada de 2012, em Londres, segundo o UOL. Foi também setorista da CBF, acompanhando os bastidores da seleção.
Na CBF, editava o site oficial, segundo o Correio Braziliense. Em 2023, trabalhou nos amistosos da seleção masculina em Lisboa e Barcelona. Em 2024, atuou nos Jogos Olímpicos de Paris com a equipe feminina.

O que foi o furo sobre o Morumbi?
Em abril de 2010, Barsetti publicou no Estadão que o estádio do São Paulo ficaria fora da Copa de 2014. Até então, o clube preparava reformas e investimentos, e se esperava que o Morumbi recebesse a partida de abertura.
A informação foi desmentida por dirigentes do São Paulo e por autoridades. Fifa e CBF também a negaram no início, segundo o UOL; o Globo cita a negativa da Fifa. O Globo afirma que a apuração partiu de conversas com Ricardo Teixeira, que chegou ao comando da CBF em 1989, e que a confirmação oficial saiu dois meses depois.
A abertura do Mundial acabou sendo disputada na arena do Corinthians, em Itaquera, que também sediou a semifinal entre Argentina e Holanda. A reportagem rendeu a Barsetti o Prêmio Estado de Jornalismo de 2010, na categoria reportagem.
Quais livros ele escreveu?
Em 2018, lançou A Farra dos Guardanapos: O último baile da era Cabral, sobre a festa realizada em Paris, em 2009, e a trajetória do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, segundo g1 e O Globo.
Também escreveu O Outro Lado do Poder: A História da Política Brasileira pela Ótica das Prostitutas e colaborou na pesquisa de Vinicius de Moraes: o poeta da paixão, de José Castello.
Em 2016, foi ouvido pela CPI da Máfia do Futebol, no Senado. A comissão apurava denúncias de corrupção envolvendo dirigentes da Fifa e da CBF, segundo o g1.
Como foi lembrado?
O diretor de Comunicação da CBF, Fabio Seixas, lamentou a morte. Ele definiu o colega como “ácido, perspicaz, brigador”, dono de um “texto impecável” e “um grande companheiro de trabalho”.
O Globo lembra que Barsetti ficou conhecido pelas perguntas incômodas nas coletivas da seleção. Em 2018, ao comentar o 7 a 1 para a Alemanha, em 2014, ele resumiu seu método: “A pergunta tem que ser um pouco amarga, com gosto de jiló cru”.
A CBF fará um minuto de silêncio nesta terça, antes do amistoso entre as seleções femininas do Brasil e da Argentina, às 20h30, na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE).



