Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
--° São Paulo
URGENTE
Famosos e TV

Isabel Teixeira tem síndrome de Li-Fraumeni, que eleva risco de câncer, mas não o garante

A atriz, que vive a vilã Pilar em Quem Ama Cuida, tem predisposição hereditária ligada ao gene TP53. Segundo a médica Ananda Arruda, o diagnóstico muda o acompanhamento de saúde.

Siga o Trendou:XFacebookTelegramYouTube

Resumo rápido

  • Isabel Teixeira, a Pilar de Quem Ama Cuida, revelou ter síndrome de Li-Fraumeni, condição rara ligada ao gene TP53.
  • Segundo a médica Ananda Arruda, a síndrome indica maior risco de câncer, e não a certeza de que a doença vai surgir.
  • Existem protocolos de vigilância para quem tem a alteração; hábitos saudáveis não eliminam a variante genética.

A atriz Isabel Teixeira, que vive a vilã Pilar na novela Quem Ama Cuida, revelou que tem síndrome de Li-Fraumeni. Segundo a médica Ananda Arruda, a condição eleva o risco de câncer ao longo da vida, mas não significa que um tumor vá surgir.

A síndrome é rara e hereditária. Ela está associada, principalmente, a alterações no gene TP53, que ajuda o organismo a proteger as células contra a formação de tumores. De acordo com o Terra, a atriz perdeu a mãe para o câncer e descobriu a alteração anos depois.

Ananda Arruda é especialista em Nutrologia Clínica e Medicina de Precisão, com foco em genética. Ela comentou o caso em entrevista ao Mais Novela e em texto publicado pelo Diário do Grande ABC.

Leia também: Quem Ama Cuida: Adriana será absolvida, dará tapa em Pilar e Heitor disputará herança · Pilar revela a Tom que já matou alguém em Quem Ama Cuida, diz prévia

O que significa ter a síndrome de Li-Fraumeni?

Para a médica, o resultado do teste é uma informação de risco, não uma previsão. A alteração não indica que haja câncer naquele momento e também não permite saber se a doença aparecerá, nem quando.

“Um resultado genético precisa ser compreendido como uma informação sobre risco, e não como uma previsão absoluta do futuro”, afirmou Ananda, segundo o Diário do Grande ABC.

Quem deve investigar a predisposição?

Um único parente com câncer, segundo a especialista, não basta para suspeitar de uma síndrome hereditária. O que chama a atenção dos médicos é o padrão da família: tumores em idade muito precoce, diferentes cânceres entre parentes próximos ou uma pessoa que teve mais de um câncer primário.

O teste genético só deve ser feito com indicação médica, e o laudo precisa ser lido por profissionais preparados. Ela explica que nem toda alteração encontrada tem relevância clínica ou exige mudança de conduta.

Como a síndrome passa de uma geração para outra, parentes próximos de quem recebe o diagnóstico podem buscar aconselhamento genético para avaliar se precisam de investigação.

Como muda o acompanhamento?

A principal mudança está no rastreamento. De acordo com a médica, há protocolos específicos de vigilância para quem tem Li-Fraumeni, com consultas clínicas periódicas, ressonância magnética de corpo inteiro e outros exames. A escolha depende da idade, do histórico pessoal e da orientação do médico.

Ela citou ainda um cuidado com a radiação ionizante: sempre que possível, o acompanhamento procura evitar exposição desnecessária a ela. A condução, afirmou, deve ser individualizada e, de preferência, feita por equipe multidisciplinar.

Alimentação e exercício ajudam?

Ajudam na saúde em geral, mas não resolvem a questão genética. Alimentação equilibrada, atividade física, boas noites de sono e controle do peso fazem parte da prevenção, segundo a médica, porém nenhum hábito saudável elimina a predisposição.

“O estilo de vida complementa o acompanhamento médico, não substitui os protocolos de vigilância”, disse a especialista ao Mais Novela.

Quem tem dúvidas sobre a própria história familiar deve procurar um médico, que avalia se o teste genético está indicado.

Fontes consultadas

Diário do Grande ABC — Isabel Teixeira e síndrome de Li-Fraumeni: 7 pontos para entender quando a genética muda a prevenção do câncer Terra — Especialista analisa diagnóstico grave de Isabel Teixeira: 'É uma condição rara' Mais Novela — Especialista analisa diagnóstico grave de Isabel Teixeira: ‘É uma condição rara’ Terra — Doença de Isabel Teixeira matou sua mãe; entenda a síndrome de Li-Fraumeni

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

Mais lidas agora

  1. 1Flávio deixa a Band de carona com Tarcísio após alerta de bomba em carro da equipe
  2. 2Petróleo Brent fecha a US$ 109,86, maior valor desde 19 de maio
  3. 3Mexicano é barrado na Alemanha com 37 cobras venenosas e 55 lagartos na mala
  4. 4PEC da Segurança fica sem data no Senado; Planalto quer esperar o 2º turno
  5. 5Galaxy S27 Ultra pode usar Exynos 2700 no lugar do Snapdragon por superaquecimento, diz site

Escolha sua cidade

Sem escolha, mostramos o tempo da cidade aproximada pela sua conexão. A escolha fica salva só neste aparelho.

▶ Trendou no YouTube