Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
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GFS Pride afunda em Ormuz; só 4 milhões de barris de petróleo passaram na segunda

Porta-contêineres foi atingido na terça (13) e afundou. A TV estatal iraniana fala em mina; o Comando Central dos EUA diz que foi projétil da Guarda Revolucionária.

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Resumo rápido

  • GFS Pride afundou após ser atingido no Estreito de Ormuz na terça-feira (13); toda a tripulação foi resgatada
  • Emissora estatal iraniana fala em mina; Centcom diz que foi projétil da Guarda Revolucionária, e especialista aponta drone
  • Segundo a Kpler, só 4 milhões de barris passaram por Ormuz na segunda-feira (12), menos de um quarto do nível pré-guerra

Um porta-contêineres registrado em Singapura afundou depois de ser atingido no Estreito de Ormuz na terça-feira (13). Segundo a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura, o GFS Pride pegou fogo e afundou em seguida. Toda a tripulação foi resgatada em segurança.

A CNN verificou vídeos em que a fumaça sobe do casco enquanto a água começa a entrar. Registros posteriores, inclusive de satélite, mostram contêineres boiando e uma pequena mancha de óleo.

Foi mina, drone ou míssil?

A causa ainda está em disputa. A emissora estatal iraniana Press TV informou que o navio teria atingido uma mina naval em uma rota não autorizada. Segundo a CNN, especialistas contestam essa versão e consideram mais provável um ataque de drone.

Leia também: Terremoto de magnitude entre 6,9 e 7 atinge Kamchatka, na Rússia; EUA descartam tsunami · Mexicano é barrado na Alemanha com 37 cobras venenosas e 55 lagartos na mala

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) chegou a dizer que o navio colidiu com uma mina. Depois, afirmou que ele foi atingido por um projétil da Guarda Revolucionária iraniana e afundou enquanto era rebocado em direção à costa.

Charlie Brown, ex-oficial da Marinha dos EUA e consultor sênior da organização United Against Nuclear Iran, também duvida da explicação de Teerã. “Um ataque por meio de drone é mais provável”, afirmou. Para ele, o naufrágio marca uma escalada perigosa depois de semanas de ataques quase diários ao transporte marítimo comercial.

Outro navio afundou em setembro

De acordo com a Organização Marítima Internacional (OMI), o Cape Dao, registrado em Antígua e Barbuda, também afundou depois de ser atingido por um projétil em 23 de setembro. Um tripulante indiano morreu. A OMI divulgou os dados na quarta-feira (14).

Pela contagem da OMI, GFS Pride e Cape Dao são o segundo e o terceiro naufrágios no Oriente Médio desde o início do conflito envolvendo o Irã, em fevereiro. Muitas outras embarcações foram atingidas em Ormuz neste ano.

Quanto petróleo deixou de passar

A United Kingdom Maritime Trade Operations, que monitora incidentes com navios, registrou nove ataques no estreito ou perto dele desde segunda-feira (12). Um deles foi um ataque de drone contra um navio-tanque.

O governo da Índia informou, ainda, que o petroleiro MT ST 3, com 15 indianos a bordo, foi atingido por um projétil em Ormuz. Não houve vítimas, segundo o ministro dos Transportes Marítimos, Sarbanand Sonowal.

O volume transportado caiu. De acordo com a empresa de monitoramento Kpler, apenas 4 milhões de barris de petróleo cruzaram o estreito na segunda-feira, menos de um quarto do nível anterior à guerra. A média de sete dias recua desde o início de outubro.

  • Preço do barril: chegou a um recorde de US$ 110, segundo a Reuters, citada pela Gazeta do Povo
  • Gasolina nos EUA: galão de 3,8 litros em torno de US$ 4,33, contra menos de US$ 3 antes da guerra
  • Frete marítimo: o impasse mantém os custos de transporte elevados, segundo a mesma reportagem

Qual é a posição de Irã e EUA

O Irã afirmou no início desta semana que só tornará a navegação segura quando os Estados Unidos encerrarem a guerra e o bloqueio aos portos iranianos. Segundo a Reuters, Teerã quer manter o petróleo caro até as eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro. Uma fonte iraniana disse à agência que o país não deixará a Casa Branca derrubar os preços.

O Centcom nega que Teerã controle a passagem. Afirma que as rotas principais seguem livres de minas e que mais de 40 navios comerciais atravessaram Ormuz nas últimas 24 horas. Segundo a CNN, parte dos petroleiros passa à noite, sob escolta militar americana e com os transponders desligados para evitar detecção.

Os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval aos portos iranianos. A CNN americana, citada pela Gazeta do Povo, publicou na quinta-feira (15) que o presidente Donald Trump mandou os militares prepararem planos de novos ataques à infraestrutura energética do Irã, a serem usados se ele ordenar a retomada dos bombardeios em grande escala.

Fontes consultadas

Gazeta do Povo — Irã tenta manter preço do petróleo alto e influenciar as midterms CNN Brasil — Dois navios de carga afundam perto de Ormuz e evidenciam riscos à navegação Notícias ao Minuto — Navio-petroleiro com 15 tripulantes indianos atacado no estreito de Ormuz

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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