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Pena de morte: Trump diz que decisão sobre transmitir execução de Hasan ainda não foi tomada

Pentágono anunciou que o fuzilamento do militar condenado pelo massacre de Fort Hood seria público e teria transmissão ao vivo. ONU e Anistia criticam o plano.

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Resumo rápido

  • Pentágono anunciou que a execução de Nidal Hasan seria pública e exibida ao vivo na internet
  • Trump disse na sexta-feira (9) que não há decisão sobre a transmissão, mas que "ele será morto"
  • ONU fala em tortura; Anistia Internacional informa que a execução está marcada para 3 de dezembro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira (9) que ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre transmitir publicamente a execução do militar Nidal Hasan. Hasan foi condenado à morte pelo massacre de 13 pessoas na base de Fort Hood, no Texas, em 2009. O plano de exibir o fuzilamento foi anunciado pelo Pentágono e provocou críticas de organizações de direitos humanos e de políticos dos dois partidos.

“Eles estão decidindo sobre isso, mas ele será morto. Eu realmente não me importo como ele vai morrer, contanto que ele morra”, disse Trump, segundo o jornal O Globo.

O que o Pentágono anunciou

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou na quinta-feira (8) que a execução seria pública e aberta à visualização. Ele justificou a medida dizendo que “as pessoas precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa”. Em comunicado posterior, o Pentágono confirmou que o fuzilamento também seria transmitido ao vivo pela internet.

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Hasan está preso na penitenciária militar de segurança máxima de Fort Leavenworth, no Kansas, que abriga condenados à pena de morte. Segundo O Globo, a pena será aplicada por soldados armados com fuzis, às 13h, o mesmo horário em que o crime foi cometido em 2009.

O vice-presidente JD Vance disse não saber se a transmissão vai ocorrer. Afirmou ainda que não pretende assistir, caso aconteça.

Quando a execução deve acontecer?

A Anistia Internacional informou que a execução está marcada para 3 de dezembro. O vice-diretor de pesquisa da entidade nos EUA, Justin Mazzola, afirmou que “a pena de morte constitui uma violação dos Direitos Humanos, sob qualquer circunstância”. Para ele, transmitir o fuzilamento ao vivo só multiplicaria a crueldade da pena capital.

Segundo O Globo, se for realizada, a execução será a primeira da justiça militar dos EUA desde 1961. O jornal informou que o pelotão de fuzilamento foi usado pela última vez por militares americanos na Segunda Guerra Mundial.

Donald Trump em foto de arquivo de 2015
Donald Trump em foto de arquivo de 2015 (imagem ilustrativa) Foto: Michael Vadon, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Quais são as críticas?

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos disse, em nota enviada à agência AFP, que transmitir uma execução ao vivo é o mesmo que realizá-la em público e que isso violaria a proibição absoluta da tortura. Para o órgão, a execução se tornaria arbitrária e representaria violação do direito à vida. A referência é o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, de 1966.

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton escreveu nas redes sociais: “Uma ideia bárbara, indigna de nossa nação”. O democrata Adam Smith, principal integrante do partido na Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Deputados, disse que o plano é “perturbador e ridiculariza nosso sistema jurídico”. O senador democrata Chris Murphy descreveu as execuções públicas como “medievais”.

Entre os republicanos, o senador Thom Tillis disse que Hasan deveria receber a pena de morte. Mesmo assim, classificou a transmissão como “algo extremamente repugnante” e lembrou que esse tipo de execução costuma ser ligado a regimes opressivos.

Como é em outros países?

Segundo O Globo, execuções públicas hoje são raras e ocorrem em países como Coreia do Norte, Afeganistão e Irã. O jornal afirma que há notícia de transmissão ao vivo ou gravação do momento da execução em ainda menos casos. A Anistia Internacional citou episódios no Irã e na Arábia Saudita em que execuções públicas foram filmadas por espectadores.

Nos EUA, a última execução pública autorizada foi um enforcamento em Owensboro, no Kentucky, em agosto de 1936. Cerca de 20 mil pessoas assistiram.

O que falta definir?

Segundo Trump, a decisão sobre a transmissão ainda está em discussão, e Vance disse não saber se ela vai acontecer. A data de 3 de dezembro, citada pela Anistia Internacional, é a referência atual para a execução.

Fontes consultadas

O GLOBO — 'Medieval: 'Sob críticas após anúncio de transmissão ao vivo de execução, Trump diz que decisão ainda não foi tomada Jovem Pan — Anistia Internacional repudia transmissão ao vivo de execução de psiquiatra militar nos EUA

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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