O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que a execução de Nidal Hasan não será transmitida ao vivo. O fuzilamento segue marcado para 3 de dezembro, na base militar de Fort Hood, no Texas.
O anúncio foi feito em publicação na rede social Truth Social. Trump escreveu que Hasan “morrerá, conforme programado, por fuzilamento”, mas que “o evento não será transmitido”. Com isso, o presidente descarta um plano atribuído ao secretário de Defesa, Pete Hegseth.
O que Trump disse sobre a transmissão
Segundo Trump, exibir a execução poderia funcionar como instrumento de dissuasão, ao mostrar ao mundo como os EUA tratam terroristas. Ele afirmou, porém, que muitas pessoas bem-intencionadas preferem não assistir a uma morte, seja por transmissão ao vivo ou por qualquer outro meio visual.
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Trump também chamou Hasan de traidor. De acordo com a mensagem, os familiares diretos das vítimas poderão acompanhar a execução presencialmente, se quiserem.
De quem era o plano
A ideia de transmitir o fuzilamento foi atribuída a Hegseth. Ele anunciou no início de outubro a data e o local da execução e disse que a transmissão era necessária para que as pessoas entendessem que “há consequências graves para esse tipo de coisa”.
O Valor Econômico observa que não se tem notícia de outro país que exiba execuções judiciais na televisão ou na internet. Um porta-voz do Departamento de Defesa não havia respondido a um pedido de comentário até a publicação da reportagem do jornal.
Quem criticou a proposta
Alguns republicanos manifestaram dúvidas sobre a medida, entre eles o vice-presidente J.D. Vance. Líderes religiosos e observadores internacionais também demonstraram preocupação.

O arcebispo Timothy Broglio, responsável pela assistência espiritual aos católicos das Forças Armadas, apresentou objeções. O papa Leão XIV condenou a pena de morte em qualquer de suas formas.
Pesquisas recentes indicaram que a maioria dos americanos se opõe à transmissão, segundo a Folha de S.Paulo e o Valor Econômico.
No último domingo, o secretário de Segurança Nacional, Markwayne Mullin, disse à CBS News que a transmissão não traria risco adicional à segurança do país. Questionado se a exibição poderia transformar Hasan em mártir de sua causa, respondeu: “Não vejo nenhum risco maior neste momento por causa disso”.
Quem é Nidal Hasan e o que ele fez
Hasan, ex-psiquiatra do Exército, foi condenado em julgamento militar pelo ataque de 2009 em Fort Hood. Segundo a Folha, o ataque matou 13 pessoas e feriu outras 32, o mais letal já registrado em uma base militar americana.
De acordo com a Folha, Hasan declarou ter agido como retaliação pelas guerras americanas em países muçulmanos. Ele ficou parcialmente paralisado e passou a usar cadeira de rodas depois de ser baleado pela polícia.
O que a execução representa
Segundo o grupo Death Penalty Action, contrário à pena capital, será a primeira execução militar nos EUA desde 1961 caso a pena seja cumprida. A Folha também cita que a última execução militar conhecida por fuzilamento ocorreu em novembro de 1945.
O próximo passo é a data marcada: 3 de dezembro, em Fort Hood.



