Uma operação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) atingiu três bingos clandestinos em Curitiba na tarde desta sexta-feira (23) e terminou com cerca de 40 máquinas de jogos de azar apreendidas. Os três locais funcionavam normalmente quando os policiais chegaram.
A Polícia Militar deu apoio à ação. Um dos endereços fica na Rua Conselheiro Laurindo, perto do Terminal Guadalupe, na região central. Os outros dois ficam nos bairros Bacacheri e Rebouças, segundo a Banda B.
Como foi a operação
O delegado Rodrigo Brown, responsável pela investigação, informou que foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Os agentes encontraram o que ele chamou de cassinos clandestinos em atividade e levaram as máquinas.
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Os suspeitos foram encaminhados à sede da Draco para os procedimentos policiais. A investigação busca descobrir quem responde pelos estabelecimentos e quem está por trás da estrutura de exploração dos jogos. Não foram divulgados nomes de presos ou investigados.
Quem estaria por trás dos bingos
Segundo Brown, a apuração começou quando a polícia identificou pontos de jogo ilegal. Alguns deles já haviam sido fechados antes e voltaram a funcionar pouco tempo depois, o que levou os investigadores a procurar quem comanda o negócio.

De acordo com o delegado, os primeiros levantamentos apontam que um grupo paulista estaria no controle da atividade no Centro de Curitiba. Ele disse que o jogo clandestino costuma andar junto com organizações criminosas e citou tráfico de drogas, homicídios, extorsões e ameaças. A possível ligação com esses crimes está entre as linhas de investigação, e o delegado não apresentou confirmação.
Quem perde dinheiro nas máquinas
Brown afirmou que quem joga nessas máquinas tende a sair no prejuízo. “Acabam sendo enganados, né? Porque esses estabelecimentos ali, a pessoa nunca ganha. Ganha um pouquinho, mas está sempre a perder muito dinheiro”, disse.
O delegado também relatou ter informações sobre pessoas que desenvolveram vício em jogos e perderam as economias.
Quais crimes entram na apuração
Neste primeiro momento, os envolvidos poderão responder por exploração de jogos de azar. Segundo Brown, a polícia também reúne elementos sobre estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A hipótese de estelionato diz respeito ao modo como as máquinas operam e ao risco de os apostadores serem enganados. Sobre a lavagem, o delegado afirmou: “Depois que o dinheiro é recebido aqui, ele é lavado e encaminhado aí para os verdadeiros responsáveis, dando uma aparência de licitude”.
A investigação continua para identificar os responsáveis pelos bingos e esclarecer se outras pessoas participaram dos crimes apurados.



