Na manhã de quarta-feira (7), 8,4 mil imóveis seguiam sem energia no Paraná, quatro dias depois do início dos temporais. O dado foi repassado ao g1 pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) às 8h45. Na manhã de domingo (4), no auge da crise, mais de 325 mil imóveis estavam sem luz, o maior número do ano, segundo a empresa.
Os estragos começaram na noite de sábado (3), com vendavais e queda de granizo. O balanço mais recente da Copel citado nesta reportagem é o de quarta-feira (7).
Quais cidades foram mais atingidas?
De acordo com a Defesa Civil estadual, 48 cidades registraram ocorrências desde sábado, principalmente nas regiões central e sudoeste. O órgão contabiliza pelo menos 15,7 mil pessoas afetadas e 3,8 mil casas danificadas. Três casas foram completamente destruídas, 386 pessoas ficaram desalojadas e 86, desabrigadas.
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Laranjeiras do Sul, na região central, teve o maior número de imóveis danificados: 852 casas. O vento chegou a 124 km/h na cidade, e 3.429 pessoas foram afetadas. Na quarta-feira, 717 imóveis ainda estavam sem luz ali, segundo a Copel.
Em Foz do Iguaçu, no oeste do estado, o temporal de sábado (3) danificou 4 casas e atingiu 40 pessoas, informou a CNN Brasil. Não há registro de mortes, segundo a emissora.
Como a falta de luz afetou a votação?
Segundo o g1, a falta de energia chegou a prejudicar a votação em 94 cidades paranaenses. Em 213 locais, os eleitores encontraram o entorno sem luz, e as urnas operaram com bateria.
Quando a luz volta para todos?
A Copel disse manter equipes de eletricistas e de manutenção em campo para restabelecer o serviço a todos os consumidores. O último número divulgado, de 8,4 mil imóveis, é de quarta-feira (7).
A Defesa Civil atende pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193.
Foz do Iguaçu decretou emergência. O que muda?
A Prefeitura de Foz do Iguaçu declarou situação de emergência nas áreas afetadas pelo temporal com granizo de 29 de setembro, data anterior à dos estragos do fim de semana. O Decreto n.º 35.029 saiu no Diário Oficial de quinta-feira (8) e vale por 180 dias, informou o H2FOZ.
Segundo o site, a tempestade teve mais força na comunidade rural da Vila Bananal, na Região Norte da cidade. Houve prejuízos em plantações, residências e barracões, além de danos à rede elétrica e alagamentos. O granizo arrasou lavouras de soja e também prejudicou a produção de bananas.
Conforme a Defesa Civil, a falta de energia comprometeu por um tempo o funcionamento de aviários, que passaram a usar geradores.
O inspetor Vandro Cezar Arenhardt, do Setor Operacional da Defesa Civil, afirmou que o decreto pode facilitar o acesso de moradores e agricultores a seguros, financiamentos e à renegociação de dívidas com bancos, instituições financeiras e cooperativas.
O que acontece agora?
- Copel: equipes seguem em campo para religar os imóveis restantes; o último balanço é de 8,4 mil, na quarta-feira (7).
- Foz do Iguaçu: o decreto de emergência tem validade de 180 dias.
- Telefones: Defesa Civil, 199; Corpo de Bombeiros, 193.



