O gravador de voz da cabine do helicóptero que caiu em Urubici (SC) não captou o voo em que a aeronave desapareceu, segundo o relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O documento, de 16 páginas, foi anexado nesta semana ao processo do órgão, cerca de um mês após a queda que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas.
O helicóptero desapareceu na tarde de 21 de setembro, depois de decolar de manhã de Porto Belo (SC). A bordo estavam Rick Sollo, da dupla com Renner, o empresário e influenciador Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Por que o gravador não tem o voo?
O aparelho se chama Cockpit Voice Recorder (CVR) e comportava 30 minutos de gravação. O Cenipa, órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), extraiu as informações do equipamento. O que estava armazenado, porém, eram diálogos de uma intervenção de manutenção, feita em data indeterminada.
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De acordo com a investigação, a legislação em vigor não obriga o uso de gravador de voo em operações desse tipo. Mesmo assim, o helicóptero tinha o equipamento instalado.
O que ainda está em aberto?
No estágio atual da apuração, o Cenipa afirma que nenhuma hipótese para o acidente foi descartada. Segundo o órgão, exames e análises complementares continuam sendo feitos em todas as áreas de interesse.



