Um motorista de aplicativo foi baleado na cabeça na noite de quarta-feira (21), na Colônia, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio. Segundo o g1 Rio, a polícia investiga se criminosos o confundiram com um miliciano que circula pela região. A hipótese não foi confirmada.
A vítima é Luiz Fernando dos Santos, de 46 anos. Segundo a esposa, Renata Vianna, ele trabalhava com aplicativo de corridas havia apenas duas semanas.
De acordo com a Polícia Militar, dois criminosos armados em uma moto bloquearam o carro de Luiz Fernando na Rua Sampaio Correia e dispararam contra o veículo. Fotos e vídeos feitos depois do ataque mostram ao menos duas marcas de tiro na lataria.
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Por que a polícia suspeita de confusão com miliciano?
Uma das linhas de investigação é que criminosos do Comando Vermelho (CV) tenham tomado o motorista por um miliciano. A área é disputada por traficantes e milicianos, informou o g1.
Agentes da 32ª DP (Taquara) foram ao local e fizeram perícia.

Como ele começou a dirigir por aplicativo?
Renata contou que o marido tinha uma empresa do ramo de pet shop, que fechou, e que o casal passou a ter problemas. Ela sugeriu então que ele dirigisse por aplicativo, já que tinha habilitação. “Ele não sabia mexer muito no aplicativo e não sabia que ali tinha comunidade”, disse.
Segundo a esposa, Luiz Fernando a havia deixado na igreja e voltaria para buscá-la. Ela estranhou a demora, porque ele costumava responder às mensagens, mas pensou que ele estivesse em uma corrida. Acabou voltando para casa e, por volta das 3h, foi acordada por policiais que informaram sobre o ataque. De acordo com os policiais, ele levava um passageiro quando foi atingido.
“Eu estou em choque. Eu sou apaixonada por ele. Eu preciso que o estado o acolha, que ele tenha atendimento”, disse Renata.
Como está o estado de saúde?
Luiz Fernando foi levado primeiro ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Durante a madrugada, foi transferido para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde segue internado em estado grave.
Renata disse que ainda tentava obter informações mais detalhadas sobre o quadro do marido. Não há boletim médico detalhado divulgado. A investigação sobre o ataque está a cargo da 32ª DP.



