Sábado, 17 de outubro de 2026
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Cliente comeu bolo com rato em Porto Alegre e não teve sintomas, diz polícia

Homem consumiu o bolo por cerca de três dias e recebeu medicamento preventivo; dona da Casa de Bolos foi presa e solta após audiência de custódia.

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Resumo rápido

  • Cliente comeu o bolo por cerca de três dias até perceber o rato; segundo a Polícia Civil, não teve sintomas
  • Segundo a delegada Milena Cimiolli, ele deve ficar atento a sinais de doença por 30 dias
  • Proprietária foi presa na quarta-feira (14) e solta na quinta (15); Vigilância Sanitária fará nova vistoria

Um cliente que comeu parte de um bolo com um rato morto dentro, em Porto Alegre, não apresentou sintomas, segundo a Polícia Civil. Ele consumiu o produto por cerca de três dias antes de perceber o animal. Por precaução, procurou um infectologista e recebeu um medicamento de profilaxia.

A delegada Milena Cimiolli, da Delegacia do Consumidor, disse que o homem deve ficar atento ao surgimento de sintomas durante 30 dias. O nome do cliente não foi divulgado.

Como o rato foi parar no bolo?

O bolo foi comprado na unidade Cavalhada da Casa de Bolos, na Zona Sul da capital gaúcha. Segundo a delegada, o cliente procurou a polícia cerca de três dias depois de comer o produto. O caso chegou à delegacia por meio de um registro de ocorrência.

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A polícia acredita que o animal já estava no forno e, ao tentar fugir, caiu na forma e foi assado junto com a massa. Segundo a delegada, o rato estava todo encoberto. A corporação descarta que o roedor tenha sido colocado de propósito e considera “quase impossível” que ele tenha entrado no bolo depois que o produto deixou a loja.

O que a fiscalização encontrou na loja?

A pedido da polícia, a Vigilância Sanitária fiscalizou a unidade. De acordo com a delegada, as condições de higiene eram muito precárias, com fezes de roedores sobre potes de alimentos e perto da área onde os bolos são feitos.

Outra unidade da rede, no Centro, foi vistoriada por causa de outras denúncias e tinha condições semelhantes, segundo a polícia. O site Hugo Gloss, que também ouviu a delegada, informa que os agentes encontraram ainda urina de roedores e produtos com prazo de validade vencido, e que os dois estabelecimentos foram interditados.

Fiscalização da Vigilância Sanitária em eventos irregulares. Foto de arquivo
Fiscalização da Vigilância Sanitária em eventos irregulares. Foto de arquivo (imagem ilustrativa) Foto: Governo do Estado de São Paulo, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O que acontece com a dona da loja?

Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos, proprietária de uma das unidades, foi presa em flagrante na quarta-feira (14). A prisão foi por suspeita de crime contra as relações de consumo, por vender produto impróprio para consumo.

Na quinta-feira (15), após a audiência de custódia, ela foi solta e vai responder ao caso em liberdade. Uma das condições da liberdade provisória é adequar o local às exigências sanitárias. Só depois disso a Vigilância Sanitária fará nova vistoria para verificar se a loja pode voltar a funcionar.

Em nota, os advogados Hoiama Homem Pareta e Ivan Pareta Júnior afirmaram que os fatos “estão sendo tratados com a máxima seriedade”. Segundo a defesa, a loja mantém há mais de 11 anos contrato com a mesma empresa de dedetização, sem intercorrências anteriores. Uma auditoria interna apura o caso, e a defesa cita entre os pontos a examinar a possibilidade de sabotagem por funcionário insatisfeito. A conclusão da polícia, de que o rato foi assado junto com a massa, diverge dessa hipótese, observou o Hugo Gloss, com base em informação do GZH.

A Casa de Bolos lamentou o caso, também em nota, e disse considerar inaceitável qualquer situação que coloque em risco a saúde e a segurança dos consumidores. A rede afirmou que as unidades são operadas por franqueados independentes, mas devem seguir os padrões sanitários da franqueadora, que conduz apuração interna.

Qual é a discussão sobre fiscalização?

Em coluna no GZH, o jornalista Paulo Germano lembra que a Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou em 2020 uma lei que dispensou bares, restaurantes, padarias e confeitarias de alvará. Segundo ele, a vigilância passou a agir sobretudo após denúncias, e o próprio órgão admite que parte das cozinhas ficou pior depois da mudança. A coluna é opinião; as normas sanitárias seguem valendo.

A próxima etapa é a nova vistoria da Vigilância Sanitária, que vai verificar se a unidade pode reabrir. O cliente segue em observação até o fim do prazo de 30 dias.

Fontes consultadas

g1 — Cliente comeu bolo com rato por 3 dias até perceber contaminação, diz polícia G1 — Infectologista, medicamento e sintomas: o que aconteceu com cliente que comeu bolo com rato em Porto Alegre Hugo Gloss — Polícia revela conclusão sobre rato encontrado em bolo no RS GZH — O rato no bolo e as cozinhas que o poder público parou de visitar

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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