Uma baleia-jubarte foi encontrada morta após encalhar na praia do Centro de Mongaguá, no litoral de São Paulo, neste sábado (3). Segundo a Prefeitura de Mongaguá e a Guarda Ambiental (GEPAM), trata-se de um macho juvenil, em estado avançado de decomposição.
Equipes do Instituto Biopesca foram ao local e começaram a necrópsia por volta das 11h30. Ainda não é possível definir a causa da morte. Não há confirmação oficial do peso nem do tamanho do animal.
Como foi o atendimento da ocorrência
O guarda ambiental Renato Ribeiro contou ao g1 que foi acionado por pescadores por volta das 7h20. Ele explicou que, com a maré alta, a necrópsia não podia ser feita com segurança no local até que o nível da água baixasse.
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Equipes do Serviço de Manutenção Urbana também foram chamadas. Depois da necrópsia, a carcaça deve ser retirada pela equipe da prefeitura e levada a um aterro sanitário. O g1 procurou o Instituto Biopesca, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem original.
Por que não se aproximar de animais mortos na praia
A orientação técnica para esses casos é manter distância e avisar imediatamente os órgãos competentes, para que a área seja isolada. O biólogo Eric Comin afirmou que o contato de banhistas com carcaças é perigoso, por riscos à saúde pública, à segurança física e ao meio ambiente.
Segundo Comin, animais mortos carregam bactérias, vírus e fungos com alto potencial de contágio para humanos. O mau cheiro intenso indica liberação de gases tóxicos, que podem causar náuseas, tontura e dor de cabeça. O biólogo cita ainda o risco de o corpo se romper por causa do acúmulo desses gases.
De acordo com ele, o odor de sangue e de carne pode atrair predadores, como tubarões. A gordura e os fluidos liberados pelo animal também contaminam a água ao redor.
A migração das jubartes nesta época do ano
Comin explica que, nesta época, as jubartes já estão em processo de migração. O percurso começa nas águas geladas da Antártica, onde os animais passam o verão se alimentando e acumulando energia. Depois, eles seguem para a costa brasileira, que oferece condições mais favoráveis à reprodução e à amamentação dos filhotes.
Segundo o biólogo, é uma das maiores migrações de mamíferos do planeta, e algumas baleias percorrem milhares de quilômetros em busca de águas mais quentes e tranquilas. É comum que sejam avistadas no litoral paulista durante o trajeto.
Os adultos podem medir de 13 a 16 metros e chegar a 50 toneladas. Após o período reprodutivo, as jubartes voltam à Antártica, quando os filhotes já estão mais desenvolvidos e começam a aprender a se alimentar antes da viagem de volta.



