O secretário municipal de Governo de Bauru (SP), Renato Purini, foi preso na manhã desta sexta-feira (16) em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em conjunto com a Polícia Militar. Purini é casado com a prefeita Suéllen Rosim (PSD), segundo o g1.
Os agentes também cumprem mandados de busca na residência da prefeita e no prédio da Prefeitura. De acordo com a JCNET, o Gaeco faz buscas de documentos na casa de Purini, em um condomínio na Zona Sul da cidade.
O que é a Operação Cavalo de Troia?
Para o g1, a ação desta sexta é um desdobramento da Operação Cavalo de Troia, investigação que já havia levado à prisão de ex-secretários ligados à administração municipal. A JCNET descreve a detenção como parte da própria operação, que apura suposta fraude na licitação para a concessão dos serviços de lixo. Essa licitação já foi cancelada.
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Segundo a JCNET, o Ministério Público prendeu sete pessoas no início da Operação Cavalo de Troia. Os relatos publicados até agora não detalham quem são todos os investigados nem de que forma Purini é acusado.

O que diz a Prefeitura?
Em nota oficial, a Prefeitura confirmou a operação do Gaeco nas dependências do Executivo. O comunicado afirma que o Município ainda não recebeu comunicação oficial sobre o motivo da ação e que a administração está à disposição das autoridades para colaborar e prestar esclarecimentos.
A prisão ocorreu no dia em que a prefeita era esperada para depor na Comissão Processante (CP) do Lixo, a partir das 14h, informou a JCNET. Não há informação sobre se o depoimento será mantido.
Quem é Renato Purini?
Purini foi candidato a prefeito de Bauru em 2016, pelo PMDB. Na época, o g1 registrou que ele havia integrado o governo anterior como secretário de Desenvolvimento Econômico. Hoje, ocupa a Secretaria de Governo na gestão da mulher.
Ele é investigado e, como em qualquer caso sem condenação, não pode ser tratado como culpado. Os relatos publicados até agora não trazem manifestação da defesa de Purini. Novos detalhes dependem de informações do Ministério Público e da Prefeitura.



