O Governo de São Paulo publicou o edital para contratar a empresa que vai implantar o Parque do Moinho, na região central da capital paulista. O valor de referência é de R$ 41,3 milhões, e as empresas interessadas devem entregar os envelopes com as propostas em 19 de novembro. As informações são da Agência SP, canal oficial do governo estadual.
O edital foi publicado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão estadual responsável pelo projeto. Segundo a Agência SP, o contrato valerá por 24 meses após a assinatura. O valor foi orçado pela própria companhia.
O que é o Parque do Moinho?
O parque será construído onde ficava a antiga Favela do Moinho, em Campos Elíseos. Segundo o governo, as 851 famílias que viviam no local foram reassentadas em moradias que o estado considera dignas e seguras. O terreno pertencia à União e foi cedido ao Estado de São Paulo em julho deste ano.
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A área tem 61,3 mil m² e fica entre as faixas operacionais das linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 11-Coral da CPTM. Para a Agência SP, isso dá ao local uma boa infraestrutura de transporte. As equipes técnicas da CDHU já concluíram o projeto.
Como a obra vai ser feita?
A implantação será em fases. Na primeira, estão previstos o cercamento do terreno, quadras poliesportivas, de basquete e de esportes de areia, parque infantil, academia ao ar livre, sanitários, bebedouros, espaços culturais e educativos para oficinas e cursos ambientais, pista de skate, bicicleta e caminhada.

Quando estiver consolidado, o parque deve ganhar horta urbana, viveiro com espécies nativas e pátio de compostagem. Depois, uma estação de trem que vai integrar modais será instalada em terreno ao lado. Esse terreno hoje pertence à Ceagesp e a particulares, e ainda está em processo de transferência para o estado.
Quem vai usar o espaço?
Segundo o governo, a região central tem muitos moradores e também uma população que circula todos os dias por causa de empregos, serviços e escolas. A Agência SP cita estudos segundo os quais cerca de 70% dos deslocamentos na cidade são motivados por trabalho ou estudo.
A gestão afirma que o espaço deve permitir atividade física e contato com áreas verdes para moradores e para quem trabalha na região. A recuperação ambiental também faz parte do projeto, com aumento da permeabilidade do solo em uma área com poucos espaços verdes.
Como será a disputa e qual o prazo?
A contratação será feita por licitação na modalidade disputa fechada, com critério de julgamento de menor desconto. Demais informações sobre a disputa estão no edital, publicado na íntegra no site da CDHU.
- Entrega das propostas: 19 de novembro
- Valor de referência: R$ 41,3 milhões
- Vigência do contrato: 24 meses, a partir da assinatura
O material divulgado pelo governo não informa quando as propostas serão analisadas nem quando a empresa vencedora será definida.



