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Eleições 2026

TSE dá 48 horas para Meta explicar tratamento de Lula e Flávio nas redes

Ministro Marco Aurélio Bellizze pediu registros de moderação e de anúncios após a coligação de Lula acusar a empresa de interferir na eleição. A Meta nega.

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Resumo rápido

  • O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu à Meta 48 horas para explicar a distribuição de conteúdos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
  • A coligação do PT fala em "seletividade algorítmica" e levanta a hipótese de favorecimento a Flávio; a Meta chama as acusações de "falsas"
  • O pedido de tutela de urgência só será analisado depois das respostas da Meta, da coligação e da Procuradoria-Geral Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu à Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, prazo de 48 horas para explicar como distribui os conteúdos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze foi tomada neste sábado (10). A empresa também precisa dizer se aplicou os mesmos critérios ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O pedido partiu da Coligação Brasil Pronto pra Mais, formada por PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSol e Rede. Nesta etapa, o tribunal pediu esclarecimentos e dados. O pedido de tutela de urgência, uma decisão provisória, ainda não foi analisado.

O que a campanha de Lula alega

A coligação afirma que a plataforma restringe de forma seletiva a entrega de publicações da campanha e de perfis do mesmo campo político. Na representação, fala em “seletividade algorítmica” e levanta a hipótese de que isso beneficie Flávio.

Leia também: TSE suspende site que dava criptomoedas por apoio a Flávio Bolsonaro

Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília
Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília (imagem ilustrativa) Foto: Alexandresena, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O documento também cita uma rede de 255 perfis do Instagram geridos por inteligência artificial. Segundo a coligação, ela somou 58 milhões de visualizações em um mês, com ataques a Lula, ao PT e à primeira-dama Janja Lula da Silva. Dos 64 conteúdos sintéticos identificados pelo projeto VigIA, da Agência Lupa, entre 1º e 5 de outubro, 61 continuavam no ar.

Em nota, a campanha citou um levantamento produzido pela Secretaria Nacional de Comunicação do PT. De acordo com o documento, a página de Flávio teve, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, embora tenha 17,2% menos seguidores.

O que a Meta precisa entregar ao TSE

Na decisão, Bellizze registrou que a apuração depende de dados que só a empresa possui. Segundo o despacho, os fatos ocorrem em um ambiente que somente a Meta controla, o que inclui “os registros de moderação, a plataforma de anúncios e os sinais de autenticidade de contas”. Em 48 horas, a Meta deve:

  • preservar registros, dados de anúncios e métricas ligados ao caso;
  • informar, perfil a perfil, as medidas aplicadas desde 16 de agosto às contas oficiais de Lula e às de terceiros indicadas, com data, hora, origem (automatizada ou humana) e fundamento;
  • explicar as supostas anomalias nas métricas dos vídeos publicados em 7 de outubro, inclusive se houve recontagem ou retirada de visualizações;
  • apontar o fundamento da desabilitação da conta de anúncios da campanha, em 23 de setembro;
  • informar se identificou a rede de 255 perfis e quais providências tomou;
  • descrever como aplica a regra que exclui perfis de candidatos dos sistemas de recomendação (art. 28, § 1º-A, da Resolução TSE 23.610/2019) e se a aplica de forma idêntica às duas candidaturas.

O tribunal também pediu à Agência Lupa e ao Instituto Democracia em Xeque a metodologia dos levantamentos citados na representação. Segundo a CNN Brasil, o prazo para as duas entidades também é de 48 horas. O Metrópoles não informa prazo para elas.

TSE realiza verificação da integridade e autenticidade dos sistemas eleitorais e emissão da zerésima, em Brasília
TSE realiza verificação da integridade e autenticidade dos sistemas eleitorais e emissão da zerésima, em Brasília (foto de arquivo, 03/10/2026) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O que diz a Meta

Em nota, a Meta classificou as acusações como “falsas” e “sem respaldo nos fatos”. Segundo a empresa, muitos dos problemas técnicos citados não afetaram exclusivamente o Brasil nem contas específicas. A Meta afirma cumprir as normas eleitorais e estar comprometida com a isonomia no uso das plataformas.

De acordo com o Metrópoles, a coligação também acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Quando o TSE deve decidir

Depois da resposta da Meta, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar. Só então o tribunal analisará o pedido de tutela de urgência.

Fontes consultadas

Metrópoles — TSE dá 48h para Meta explicar suposta interferência na campanha de Lula CNN Brasil — TSE dá 48h para Meta provar que tratou Lula e Flávio de forma igual

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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