O empresário Fred Williams Lima de Lira, de 44 anos, foi morto a tiros na quarta-feira (7) na rodovia PE-275, entre São José do Egito e Tuparetama, no sertão de Pernambuco. Segundo a Revista Oeste, que cita a imprensa local, ele estava de motocicleta quando foi interceptado e atingido por pelo menos três disparos. Chegou a receber atendimento hospitalar, mas não resistiu.
Um mês antes, em 7 de setembro, a picape dele foi incendiada em São José do Egito, quando ele participava de uma carreata em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A causa do assassinato ainda não foi esclarecida.
Como foi o incêndio da picape?
O veículo era uma Volkswagen Amarok. No dia seguinte, Fred Williams publicou nas redes sociais um vídeo em que mostrava o carro destruído. Ele disse que estacionava a picape sempre no mesmo local, perto de casa, havia quatro anos, sem nunca ter tido problemas.
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Imagens de câmeras de segurança mostram um homem de motocicleta chegando ao local às 18h07, de acordo com a reportagem. Ele teria observado a movimentação da rua, ateado fogo ao veículo às 18h09 e fugido. A ação teria durado menos de quatro minutos. As informações divulgadas não identificam o autor.
O que o empresário disse depois do incêndio?
Dois dias depois, ele publicou outro vídeo. Agradeceu as mensagens de apoio, pediu contribuições financeiras para cobrir o prejuízo e falou de preocupação com a própria segurança.
“A gente fica até com medo do que pode acontecer daqui pra frente”
A frase foi dita por ele nessa gravação, segundo a reportagem.
O que a polícia está apurando?
De acordo com o Ministério Público de Pernambuco (MP-PE), a Polícia Civil conduz a investigação. O órgão considera prematuro tirar conclusões sobre a motivação do crime. Também informou que não vai divulgar suspeitos nem linhas de investigação, para preservar as diligências.
A companheira do empresário relatou à polícia que ele havia feito diversas apostas relacionadas à eleição, segundo a reportagem. O texto não informa valores e não diz se isso tem relação com a morte.
A Faculdade Vale do Pajeú, onde ele cursava Direito, solicitou às autoridades que investiguem o homicídio e levem em conta uma eventual motivação política.
O que ainda não se sabe?
As informações disponíveis não confirmam ligação entre o incêndio da picape e a morte. Também não há informação sobre suspeitos identificados ou prisões.
A próxima etapa é o andamento do inquérito da Polícia Civil de Pernambuco, que o MP-PE diz acompanhar sem antecipar detalhes.



