O empresário Lírio Albino Parisotto foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 150 mil, por danos morais, à modelo Luiza Brunet. O caso se refere às agressões de 22 de maio de 2016, em Nova York, nos Estados Unidos, segundo informou o g1.
A sentença é de 8 de outubro de 2026 e foi assinada na 36ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. A decisão ainda não é definitiva, porque cabe recurso.
Quanto Parisotto deve pagar e por quê
A indenização de R$ 150 mil é por danos morais, isto é, pelo sofrimento causado à vítima. Não inclui ressarcimento de prejuízos financeiros. O valor terá atualização monetária e juros desde a data da agressão, conforme os critérios definidos na sentença.
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Para chegar a esse montante, o juiz levou em conta a gravidade das lesões físicas e o sofrimento provocado pela violência. De acordo com a sentença, documentos do processo criminal, que já transitou em julgado, mostram que Luiza teve fraturas na sétima, oitava, nona e décima costelas, além de hematomas no corpo e no rosto.

O processo também registra que a modelo fez um voo internacional em más condições físicas e muito abalada emocionalmente. Ela tomou analgésicos para aguentar a dor até voltar ao Brasil.
O que a Justiça negou
Luiza pediu ainda indenização por danos materiais e por lucros cessantes, ou seja, o dinheiro que alguém deixa de ganhar por causa de um fato. Ela citou menos trabalhos publicitários, o fim de um contrato com a Avon e a perda de uma campanha da joalheria Miranda Castro, de Brasília, cujo cachê seria de cerca de R$ 1 milhão.
O juiz não aceitou esses pedidos. Em sua avaliação, as provas juntadas não bastavam para confirmar os valores nem para ligar diretamente as perdas profissionais à agressão.

Qual foi o argumento da defesa?
A defesa de Parisotto sustentou que Luiza se expôs ao público por ter atuado na conscientização sobre violência de gênero. O magistrado rejeitou o argumento e afirmou que a atuação da modelo em defesa das mulheres não retira o direito dela à reparação.
Para o juiz, a participação pública de Luiza nessa causa é um uso legítimo da cidadania e uma forma de ressignificar o trauma, e não uma renúncia ao direito de ser indenizada. Ele também considerou que a repercussão do caso ampliou os efeitos da violência sobre a vida pessoal da modelo.
Quais são os próximos passos?
A decisão saiu em uma ação de liquidação de sentença, fase em que a Justiça define quanto deve ser pago depois de reconhecido o dever de indenizar.
O g1 informa que ainda cabe recurso. O prazo para recorrer e a data de pagamento não foram divulgados.



