Um terremoto de magnitude entre 6,9 e 7 atingiu a península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, nesta sexta-feira (16). O Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos descartou ameaça de tsunami, e não há informações sobre danos ou feridos até o momento.
O Japão emitiu um alerta antecipado de terremoto para várias regiões, mas o tremor mais forte sentido no país foi de intensidade 1 na escala japonesa, o nível mais baixo, em Hokkaido.
Qual é a magnitude do terremoto?
Os órgãos de monitoramento divergem. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mediu magnitude 6,9, a 143,2 km de profundidade. Já o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (EMSC) informou magnitude 7, a cerca de 140 km.
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Dados atribuídos à Agência Meteorológica do Japão (JMA), divulgados pelo serviço P2PQuake, também indicam magnitude 6,9, mas com profundidade estimada de 160 km. Por esse registro, o abalo ocorreu às 12h38 no horário do Japão.

Houve risco de tsunami?
O Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos descartou ameaça após o abalo. O registro divulgado pelo P2PQuake também não traz indicação de tsunami.
Autoridades locais não divulgaram relatos de danos ou vítimas.
O que aconteceu no Japão?
Às 12h36, dois minutos antes do horário registrado para o terremoto, a JMA emitiu um alerta antecipado para uma área extensa do país. A lista incluía Hokkaido, Tohoku, Kanto, Hokuriku e Tokai, além de localidades das províncias de Shizuoka, Aichi e Gifu. A orientação era que os moradores se preparassem para possíveis tremores fortes.
Os dados posteriores, porém, mostraram intensidade máxima de shindo 1 em Hokkaido. A diferença tem explicação técnica: a magnitude mede o tamanho do terremoto, e a intensidade indica o quanto o solo se moveu em cada lugar. Distância do epicentro e profundidade também pesam. O alerta antecipado parte de estimativas rápidas, que podem diferir do que é observado depois.
Por que a região treme com frequência?
Kamchatka fica no Anel de Fogo do Pacífico, faixa de forte atividade sísmica e vulcânica ligada ao movimento das placas tectônicas. Em julho de 2025, a região foi atingida por um terremoto de magnitude 8,8, que gerou alertas de tsunami em vários países do Pacífico.



