O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, disse nesta sexta-feira (16), em sabatina da TV Globo, que o irmão, Eduardo Bolsonaro, não será ministro das Relações Exteriores caso ele vença a eleição. Sobre um cargo para o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que a hipótese “não está no radar”.
Questionado se Eduardo ocuparia o Itamaraty, Flávio respondeu: “Não, ele não vai ser meu chanceler”. Eduardo, ex-deputado federal, está nos Estados Unidos. O senador reconheceu que o irmão construiu, ao longo de mais de dez anos, relações com líderes políticos conservadores, mas disse que ser chanceler “é uma coisa à parte”.
O que Flávio disse sobre o pai
Segundo o g1, Flávio afirmou que Jair Bolsonaro nunca conversou com ele sobre ocupar função em um governo. “Ele nunca tratou disso comigo. Não está no radar”, disse.

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A jornalista Renata Lo Prete insistiu e perguntou se ele daria um cargo ao pai caso precisasse escolher um nome. De acordo com o Metrópoles, o senador não respondeu diretamente se descartava a possibilidade e repetiu que o assunto nunca foi discutido entre os dois.
Flávio também afirmou: “O meu pai vai ser o povo brasileiro, para quem eu vou trabalhar”. Disse ter o “privilégio” de consultar, quando precisar, um ex-presidente que tem “dentro de casa”.
Um “não” para o irmão, outra resposta para o pai
A recusa sobre Eduardo foi explícita. No caso de Jair Bolsonaro, o candidato falou em ausência de conversa e de plano, sem um “não” categórico.

A CNN Brasil registrou a mesma linha: segundo o site, Flávio disse, no “Jornal Nacional”, que o pai nunca sugeriu trabalhar no governo e que a participação dele na administração não está nos planos.
A situação dos dois na Justiça
Jair Bolsonaro está preso. Segundo o g1, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão no processo da tentativa de golpe de Estado que se seguiu à eleição de 2022.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo da trama golpista. Para a Corte, ele tentou atrapalhar o julgamento. Na sabatina, Flávio o chamou de “perseguido político” que está fora do país “denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil”.



