Quem vota no segundo turno, marcado para domingo (25), precisa conferir o local antes de sair de casa. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, os tribunais regionais eleitorais (TREs) registraram 102 locais de votação alterados para a etapa final. Os dados ainda podem mudar até a eleição.
O ministro deu a informação na sessão do tribunal desta terça-feira (20), em Brasília. O Valor Econômico, porém, relatou que o número de mudanças teria caído para cerca de 400 desde sexta-feira, sem detalhar a unidade da contagem. A cifra divulgada na sexta se referia a seções, não a locais, o que ajuda a explicar a diferença.
Em quais estados os locais mudaram?
De acordo com a Folha de S.Paulo, o Nordeste concentra 40% das alterações, com 41 endereços. O Sudeste aparece com 25,5%, o Norte com 17,6% e o Sul com 14,7%. O Centro-Oeste teve apenas duas mudanças, cerca de 2% do total.
Leia também: MP pede ao TSE aviso por WhatsApp a eleitores com novo local de votação
Nunes Marques citou os estados com mais alterações:

- Minas Gerais: 17
- Maranhão: 13
- Pará: 11
- Paraná: 9
- Rio Grande do Norte: 7
- Rio Grande do Sul: 6
- Ceará: 6
Segundo o ministro, Acre, Distrito Federal, Goiás, Roraima, Santa Catarina, Alagoas e Tocantins não terão mudanças, pelo menos por ora.
Por que o número mudou tanto de uma hora para outra?
Na sexta-feira, a Justiça Eleitoral falou em mais de 4,3 mil seções com alteração, o equivalente a 0,87% do total do país. Nunes Marques explicou que o sistema começa com todas as diferenças entre a eleição anterior e o primeiro turno e só depois recebe as atualizações enviadas pelos TREs.
O Metrópoles informou que o sistema usado para esse registro, chamado Elo, ainda tinha dados desatualizados. Nas palavras do ministro, “ainda há certa inconsistência porque há atualização contínua”.
Sobre a comparação com 2022, há diferença entre os relatos. Valor e Folha registram queda de 94% nas mudanças entre os dois turnos, segundo o ministro. O Metrópoles também cita os 94% e a estimativa de que o número atual equivale a cerca de 6% do de 2022, mas, na fala transcrita pelo site, Nunes Marques menciona uma redução de 85%.

Quem decide a troca de local de votação?
“O TSE não tem nenhuma participação na alteração de endereço de local de votação, ele não solicita e não autoriza”, afirmou Nunes Marques, segundo a Folha. A demanda parte dos cartórios eleitorais, e a decisão cabe aos TREs, que buscam um local seguro perto do anterior.
Os motivos citados são situações climáticas extremas, como as chuvas no Sul, problemas de estrutura nos prédios e, segundo nota do Colégio de Presidentes dos TREs (Coptrel), questões de segurança pública. Integrantes do TSE ouvidos pelo Valor mencionaram escolas que entraram em reforma depois do primeiro turno e não poderão ser usadas no domingo.
Na segunda-feira (19), os presidentes dos 27 TREs disseram, em nota conjunta, que a troca de local entre os dois turnos deve ocorrer só em casos extraordinários. Ministros do TSE ouvidos pelo Valor avaliaram que é preciso comunicar melhor as mudanças.
Como confirmar o seu local de votação?
A seção é a sala com urna eletrônica e mesa de mesários. O local de votação é o prédio, como escola ou universidade, que pode abrigar várias seções. Como a responsabilidade é de cada TRE, quem tiver dúvida deve consultar o tribunal regional do seu estado antes de domingo.
Nunes Marques afirmou que o TSE vai manter contato com os TREs ao longo da semana para acompanhar novas alterações, caso apareçam problemas climáticos ou estruturais até a votação.



