A chuva volta ao Paraná nesta quarta-feira (21), e a previsão é de tempo instável até segunda-feira (26). Segundo a Climatempo, todas as regiões do estado podem acumular de 100 a 200 mm até lá. No Centro, no Oeste e no Sudoeste, o volume pode ficar entre 200 e 300 mm.
Na Grande Curitiba, a previsão também aponta muita chuva. O pico dos temporais deve ficar entre quinta-feira (22) e domingo (25). Na segunda-feira, a expectativa é de menos nuvens e menos chuva.
Quando a chuva começa e quando passa?
Nesta quarta-feira, a nebulosidade aumenta aos poucos em todas as regiões, segundo o Simepar. No Oeste, no Noroeste e no Norte, haverá mais períodos de sol, e as máximas podem chegar perto de 28 °C à tarde.
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O Simepar prevê chuva isolada em todas as regiões, sem descartar temporais localizados. A água tende a ganhar abrangência a partir do Sudoeste, em direção ao Centro-Sul, ao Sudeste, aos Campos Gerais e ao Leste.
Na quinta-feira, a chuva se espalha mais pela metade Sul. A faixa do Sudoeste ao Centro-Sul e aos Campos Gerais pode registrar acumulados próximos de 100 mm, de acordo com o Simepar.
O que o alerta do Inmet prevê?
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou metade do Paraná em alerta amarelo a partir das 15h desta quarta-feira. O aviso fala em chuva de 20 a 30 mm por hora, ou até 50 mm por dia, ventos entre 40 e 60 km/h e risco de granizo.
Segundo o Inmet, praticamente todo o estado ficará sob alerta amarelo na quinta (22), na sexta (23) e no sábado (24). A Climatempo, por sua vez, vê o período mais crítico entre sexta (23) e domingo (25), com potencial para granizo, ventania e chuva volumosa. Para a empresa, boa parte do volume previsto para os seis dias deve se concentrar entre 22 e 25 de outubro.
Por que a chuva está tão forte?
Segundo a Climatempo, uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e o Sul do Brasil deve se intensificar entre 23 e 24 de outubro. O centro dela pode chegar perto de 1000 hPa, ou abaixo disso. Ao mesmo tempo, uma corrente de ar quente e úmido vinda da Amazônia deve ser direcionada ao Paraná entre sexta e domingo.
A empresa também aponta a formação de uma frente fria e de um ciclone extratropical no sábado (24), entre o Sul do Brasil e o Paraguai, com ar frio avançando da Argentina. A chuva pode vir em pancadas fortes e rápidas, em linhas de instabilidade que cruzam o estado com ventania e em nuvens que se formam no Paraguai, em Santa Catarina ou no Rio Grande do Sul e atingem principalmente o Oeste e o Sudoeste paranaenses.
Como está o solo e o nível dos rios?
O excesso de chuva desde julho deixou o solo encharcado e os rios acima do normal, e o estado já registra transtornos pela cheia de rios. Por isso, a Climatempo avalia que o volume previsto eleva o risco de novas enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra, em áreas urbanas e rurais.
Dados do Inmet e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mostram que muitas áreas do Paraná receberam de 200 a 350 mm na primeira quinzena de outubro. O estado foi um dos lugares onde mais choveu no país nesse período.
A próxima referência é segunda-feira (26), quando a Climatempo espera redução da nebulosidade e da chuva sobre o estado.



