A chuva de meteoros Orionídeas tem o pico entre a noite de quarta-feira (21) e a madrugada de quinta-feira (22), e pode ser vista a olho nu em todo o Brasil. O melhor momento é a segunda metade da madrugada, depois que a Lua se põe e o céu escurece.
Segundo a International Meteor Organization (IMO), a atividade máxima pode chegar a 20 meteoros por hora ou mais, em condições ideais. O Observatório Nacional diz que o fenômeno pode ser acompanhado em todo o território, com leve vantagem para o Norte e o Nordeste, onde a constelação de Órion sobe mais no céu.
Qual é o dia e o horário do pico?
As fontes não coincidem na data. A Agência Gov e o g1 falam em madrugada de quarta (21), embora a Agência Gov atribua à IMO um pico na noite de 21 de outubro. Já a Nasa, segundo coluna do Diário do Nordeste, situa o máximo entre a noite de quarta e a madrugada de quinta. As noites vizinhas também valem a observação, porque o número de meteoros cai aos poucos depois do pico.
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Agência Gov e g1 indicam a janela de 1h40 até o amanhecer. A Lua está em fase crescente e se põe depois da meia-noite. As fontes divergem sobre a iluminação: 77% do disco, segundo Agência Gov e g1, e cerca de 75%, segundo a coluna.
O horário muda conforme o local. Em Fortaleza, a coluna calcula que a Lua se ponha às 2h37 de quinta e recomenda observar das 2h40 até por volta das 4h30, quando começa a clarear.
Quantos meteoros dá para ver?
A taxa de 20 ou mais por hora é a estimativa da IMO para condições ideais. O radiante é o ponto de onde os meteoros parecem sair, perto da estrela Betelgeuse, na constelação de Órion.
A Sociedade Americana de Meteoros (AMS) trabalha com números menores: de 10 a 20 por hora em um ano normal, com a contagem na parte baixa desse intervalo quando há Lua no céu. O Royal Museums Greenwich, do Reino Unido, estima cerca de 15 Orionídeas por hora no pico.
Os meteoros são rápidos. Podem entrar na atmosfera a até 66 quilômetros por segundo e muitas vezes deixam trilhas luminosas, descreveu o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional.
Como observar sem equipamento?
- Procure um lugar escuro, de preferência longe das grandes cidades, e apague as luzes ao redor. A Agência Gov lembra que o tempo precisa estar bom.
- Deite-se de costas e olhe o céu amplo. Não fixe a vista só em Órion: segundo a coluna, os rastros mais longos aparecem entre 45 e 90 graus de distância do radiante.
- Deixe binóculo e telescópio de lado, porque reduzem o campo de visão. A coluna os recomenda apenas para olhar a Lua.
- Dê uns 30 minutos para a vista se acostumar à escuridão e evite olhar o celular.
Para fotografar, a Agência Gov recomenda lente grande angular (14 mm a 24 mm), abertura máxima (f/1.4 a f/2.8), ISO entre 1600 e 3200 e exposições de 10 a 15 segundos.
De onde vêm esses meteoros?
As Orionídeas vêm de fragmentos deixados pelo cometa Halley, e a Terra atravessa essa trilha de poeira todo ano em outubro. O Halley só volta ao Sistema Solar interno em 2061, segundo a coluna.
A atividade começou em 2 de outubro e vai até 7 de novembro. A Lua Cheia, em 26 de outubro, deve iluminar o céu a noite toda e dificultar a observação nos dias seguintes, segundo a coluna. Registros de meteoros mais brilhantes podem ser enviados à plataforma da rede Exoss, informa o Observatório Nacional.



