Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Mendonça manda Meta suspender impulsionamento de posts de Lula sobre Flávio e caso Ana Clara

Decisão do ministro do TSE atinge a promoção paga de conteúdo da campanha de Lula; cada novo impulsionamento do mesmo vídeo em descumprimento pode custar R$ 10 mil de multa.

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Resumo rápido

  • Mendonça mandou a Meta suspender a promoção paga de posts da campanha de Lula que ligam Flávio Bolsonaro ao caso Ana Clara
  • Lula e o PT não podem contratar novo impulsionamento do mesmo vídeo; multa é de R$ 10 mil por descumprimento
  • O ministro afirmou que, por ora, não cabe julgar se as afirmações dos posts são verdadeiras

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou a Meta Brasil suspender o impulsionamento de posts da campanha do presidente Lula (PT) que associam o adversário Flávio Bolsonaro (PL) ao caso Ana Clara. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (21/10), segundo o Metrópoles.

Nas postagens, a campanha petista afirma que Flávio “defendeu assassino de criança”. De acordo com o processo, o material usa trechos do debate presidencial realizado na Band.

O que o ministro decidiu

Mendonça atendeu a um pedido de Flávio e determinou que a Meta suspenda o impulsionamento do material nas redes sociais. Lula e o PT também ficaram proibidos de contratar novos impulsionamentos do mesmo vídeo, inclusive com novos identificadores publicitários ou reproduções substancialmente idênticas.

Leia também: Flávio tem 51,1% e Lula 48,9% dos votos válidos, aponta pesquisa Meio/Ideia · Flávio Bolsonaro propõe “Vira Pix” para devolver parte de contas, sem informar custo

Se a ordem for descumprida, a multa é de R$ 10 mil por novo impulsionamento.

Por que o ministro entendeu assim

Para Mendonça, o conteúdo tem “natureza predominantemente negativa”. O ministro disse que a peça atribui a Flávio a defesa de uma pessoa acusada de homicídio de criança e o uso de influência para impedir a punição dela.

“Não se identifica, no material, conteúdo promocional autônomo da candidatura contratante”, escreveu. Na avaliação dele, a mensagem se dirige “essencialmente à crítica e à desqualificação do candidato adversário”.

Mendonça também afirmou que, neste momento do processo, não é necessário julgar se as afirmações são verdadeiras nem qual foi a participação de Flávio nos fatos. Segundo o ministro, a probabilidade do direito decorre da utilização de impulsionamento pago para difundir propaganda eleitoral negativa.

Qual é o caso Ana Clara

Ana Clara Gomes Machado morreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ). A menina estava na porta de casa com o irmão, de 2 anos, quando um tiro a atingiu durante uma ação policial no local.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), o disparo partiu do fuzil do cabo Bruno Dias Delaroli. Para o órgão, ele atirou em direção a uma área residencial e assumiu o risco de atingir moradores.

À época, a defesa do policial alegou confronto com criminosos armados. A investigação contestou essa versão: segundo a reportagem, a perícia só localizou resíduos de munição calibre 7,62, compatível com o fuzil do cabo, e nenhuma cápsula de pistola. Delaroli foi preso em flagrante e responde ao processo em liberdade, com medidas cautelares, desde novembro de 2021.

Qual foi o papel de Flávio no caso

Em 2024, três anos após a morte, Flávio Bolsonaro passou a integrar oficialmente a defesa do policial. Como advogado, assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar evitar o julgamento pelo Tribunal do Júri. O STJ negou o pedido e manteve o júri popular.

Mais de cinco anos depois da morte, o julgamento ainda não tem data definida.

Fontes consultadas

Metrópoles — Mendonça suspende impulsionamento de posts ligando Flávio ao caso Ana Clara

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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