O corpo de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, foi encontrado na tarde de quarta-feira (21) na zona rural de Jaboticatubas, na Grande Belo Horizonte. Ela estava desaparecida desde 9 de outubro. A Polícia Civil confirmou o achado e investiga o ex-namorado da jovem, de 18 anos, e a namorada dele, de 23.
Como Beatriz desapareceu
De acordo com o boletim de ocorrência, na noite de 9 de outubro Beatriz estava em um bar com amigos, no bairro Bosque dos Coqueiros, quando um carro parou no local, por volta das 19h. Ela se aproximou da janela do veículo, conversou com quem estava lá dentro e avisou os colegas que voltaria em poucos minutos.
Os amigos contaram à polícia que escutaram ocupantes do carro insistindo para que ela embarcasse. O veículo então saiu, e a jovem não foi mais vista.
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O R7 informa que o bar fica no bairro Bom Jesus, endereço diferente do que consta no boletim de ocorrência citado pelo G1.
A irmã, Giovanna Neves de Castro, disse à TV Globo que Beatriz teria ficado "bastante nervosa" ao atender uma ligação no bar. Outra irmã, Geovana Mota, disse ao R7 que a jovem recebeu vários telefonemas de um número desconhecido e que não tinha desavenças na cidade. O único problema, segundo ela, era um relacionamento conturbado com o ex.
Onde o corpo foi achado
Segundo familiares, o corpo estava em uma cova rasa, perto da Estrada Reserva Real, em área de mata. O R7 situa o local a 62 km de Belo Horizonte e fala em 12 dias de buscas. Uma equipe da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD) localizou o corpo, segundo a Polícia Civil.

Max, irmão de Beatriz, disse ao R7 que, quando a família chegou ao local, a cova já estava aberta e os dois investigados estavam lá. Segundo ele, o corpo só foi reconhecido pelas tatuagens e por pertences encontrados perto dele.
O que a família relata
Max afirmou que o corpo estava amarrado com arame e que, pelo que lhe disseram, foi jogada soda cáustica sobre ele. Também disse não saber se Beatriz ainda estava viva nesse momento. A nota da Polícia Civil não menciona esses detalhes.
Familiares disseram que Beatriz poderia estar grávida de três meses. A informação não foi confirmada por fonte oficial.
Yuri Lopes, que começava um relacionamento com a jovem, disse ao R7 que o casal investigado manteve a rotina depois do desaparecimento, com festas e passeios. Max afirmou ao jornal: "O que a gente quer nesse momento é Justiça". As fontes consultadas não trazem manifestação dos investigados.
O que diz a polícia
Em nota, a Polícia Civil informou que continua com diligências para efetivar a prisão em flagrante dos suspeitos. O R7, por sua vez, escreve que o ex e a namorada dele já foram presos. As versões divergem, e a prisão não foi confirmada pela polícia nas fontes consultadas.
Familiares e o ex-namorado de Beatriz prestaram depoimento em 12 de outubro. As buscas também mobilizaram a Delegacia de Jaboticatubas, a Delegacia Regional de Santa Luzia e a Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), ligada ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp). A motivação do crime não foi informada, e os dois são investigados, sem condenação.
O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, onde passará por necropsia e identificação. A polícia segue com as diligências para prender os investigados.



