Quem divide o Plano Família do Spotify com alguém que mora em outra casa agora pode ter de provar o endereço. Segundo o Canaltech, o integrante notificado tem 7 dias para concluir uma verificação com QR code exibido no aplicativo, feita a partir do endereço cadastrado.
Se a validação falhar ou o prazo acabar, o usuário perde o Premium e volta ao plano gratuito, que tem anúncios. Ele também fica 12 meses sem poder entrar em outro plano Família ou Duo, contados a partir da falha.
Quando o Spotify pede a verificação?
A checagem é pontual, não acontece o tempo todo. Segundo a reportagem, o pedido aparece em três situações:
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- quando um novo membro entra na conta;
- quando o administrador troca o endereço cadastrado;
- quando o sistema não consegue confirmar onde está um dos integrantes.
Como fazer a validação pelo app
O administrador abre o aplicativo, toca na foto de perfil, seleciona “Seu Premium” e depois “Gerenciar”. Em seguida, o membro aponta a câmera do próprio celular para o código. O processo vale para Android e iOS.
O código muda a cada poucos segundos, e por isso uma captura de tela não conclui a etapa. As duas pessoas precisam estar no mesmo lugar físico.
Quem for retirado do plano pode assinar uma conta individual paga. Também pode voltar ao plano de origem, desde que a pendência esteja resolvida.

O que diz o Spotify
O tema foi tratado pelo co-CEO Alex Norström, em reunião com investidores sobre os resultados do terceiro trimestre. Ele evitou o termo “repressão” e classificou a medida como uma “melhoria de rotina”. Disse ainda que aprimorar as ferramentas de verificação é um trabalho permanente.
Norström afirmou que o Plano Família existe há cerca de 12 a 13 anos e reúne uma parcela expressiva dos assinantes. Com o tempo, surgem brechas, e os métodos de verificação precisam de ajustes constantes.
O alvo são amigos e parentes que moram em casas separadas e dividem a mesma assinatura. A intenção, segundo a reportagem, é levar essas pessoas a contratar planos individuais pagos. Outros serviços de streaming também vêm restringindo o compartilhamento fora do domicílio principal.
O que já foi tentado antes
Não é a primeira tentativa. Em 2018, o Spotify testou a verificação de localização por GPS. Em 2019, mudou os termos de uso para prever checagens periódicas de residência. Houve críticas sobre a privacidade dos dados, e a fiscalização perdeu força nos anos seguintes.
Desta vez, segundo o Spotify, não há rastreamento contínuo por GPS. A checagem serve só para confirmar o endereço residencial cadastrado, que precisa estar no mesmo país onde foi emitido o meio de pagamento do administrador.
Não foi informado quando a regra passa a valer em cada país, nem se os preços dos planos vão mudar.



