O jornalista Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, divulgou na sexta-feira (23) que o volante Jorginho, do Flamengo, teria dado resultado positivo em um exame antidoping da Conmebol. O clube afirma que não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre o caso, e a entidade não confirma a existência do exame.
Segundo Pilhado, a contraprova está marcada para terça-feira (27). Ele disse ter ouvido “fontes fortíssimas, do futebol, da Conmebol”. Não informou qual substância teria sido detectada.
O que diz o Flamengo?
Ao jornalista Renan Moura, da Rádio Globo, o clube disse que não recebeu comunicação oficial sobre um resultado positivo e que desconhece uma contraprova agendada. Segundo a Exitosa Noticias, que cita o Jornal do Fla, uma fonte da diretoria afirmou que o clube não tinha confirmação interna do caso.
Leia também: Flamengo perde nos pênaltis para o Estudiantes e fica fora da final da Libertadores · Gravador de voo não captou áudio da queda de helicóptero que matou Rick, diz Cenipa
O Flamengo confirmou apenas uma visita de rotina da Conmebol para coletas antes das quartas de final, contra o Independiente del Valle. De acordo com o Terra, esse tipo de coleta faz parte da fiscalização e não representa, por si só, indício de irregularidade.
O que diz a Conmebol?
Renan Moura também procurou a entidade. Um integrante disse desconhecer o episódio. Outro explicou que os procedimentos de controle antidoping são sigilosos, o que impede confirmar publicamente se há investigação.
O exame foi depois do jogo com o Estudiantes?
Pelo relato de Pilhado, não. Ele disse que o teste não corresponde ao jogo de quinta-feira (22), quando o Flamengo foi eliminado pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores. A decisão foi nos pênaltis, vencida pelo adversário por 3 a 2, depois de dois empates sem gols.
Jorginho cobrou o segundo pênalti do Flamengo e foi defendido pelo goleiro Muslera. Segundo levantamento do ge citado pelo Sporting News, era a primeira cobrança perdida por ele desde que chegou ao clube, em junho de 2025. As fontes consultadas não relacionam o pênalti ao caso de doping.
Ainda segundo o Terra, o assunto já circulava antes do jogo de volta, e o volante atuou normalmente.
Qual seria a punição?
Pilhado afirmou que, se o resultado for confirmado, a suspensão iria de seis meses a dois anos. Esse prazo é relato do jornalista, não decisão da Conmebol. Segundo o Terra, uma eventual punição depende da substância identificada, das circunstâncias e das regras antidoping aplicáveis.
Até agora não há suspensão nem medida cautelar comunicada, e Jorginho segue liberado para jogar pelo Flamengo. O contrato dele com o clube vai até julho de 2028.
O próximo passo é a contraprova, apontada para terça-feira (27). Nem o Flamengo nem a Conmebol confirmaram que ela exista.



