Quem não tem a biometria cadastrada pode votar no segundo turno, marcado para este domingo (25). De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não ter as digitais registradas não impede o voto. O que conta é estar com a situação regular no Cadastro Eleitoral.
Segundo o TSE, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não tem cadastro biométrico.
Como a urna identifica quem não tem biometria?
No dia da votação, todas as seções do país contam com leitor biométrico acoplado à urna eletrônica. O eleitor com digitais cadastradas tem a impressão digital conferida antes de o voto ser liberado.
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Quem não tem esse cadastro segue outro caminho. A urna pergunta o ano de nascimento do eleitor, e a identificação se completa com essa informação, desde que a situação eleitoral esteja em dia.
E se a digital não for reconhecida?
Uma falha na leitura também não barra o voto. De acordo com o TSE, a urna faz até quatro tentativas de validação da digital. Se nenhuma funcionar, o equipamento passa a perguntar o ano de nascimento.
Sandra Damiani, assessora-chefe de Gestão Eleitoral do tribunal, descreveu o procedimento: “Se a pessoa tiver digital coletada mas a urna não reconhecer, ela vai tentar quatro vezes e, depois disso, perguntará qual o ano de nascimento do eleitor”.
Para que serve a biometria?
A coleta biométrica é obrigatória no alistamento eleitoral nos municípios brasileiros. A exceção é quem se cadastra como eleitor no exterior. Segundo Damiani, o período de alistamento já se encerrou.

Sobre o voto, ela afirmou: “Para votar, tem que estar regular no cadastro eleitoral, independentemente de o eleitor ter ou não biometria ou ser eleitor no Brasil ou no exterior”.
O cadastro biométrico reúne impressões digitais, fotografia e assinatura, guardadas no Cadastro Eleitoral. De acordo com o TSE, esses dados servem para:
- detectar possíveis duplicidades no cadastro;
- padronizar o atendimento aos eleitores;
- tornar os procedimentos eleitorais mais ágeis;
- alimentar a base da Identificação Civil Nacional (ICN), que busca unificar a identificação do cidadão nas relações com o Estado.
E quem vota no exterior?
Nas seções instaladas fora do Brasil, a urna dispensa a biometria e não pede a digital do eleitor. Mesmo assim, é preciso estar inscrito e apto no Cadastro Eleitoral.
A votação do segundo turno é neste domingo (25).



