Lula foi reeleito no segundo turno neste domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). Entre os adversários do petista, Ronaldo Caiado reconheceu a vitória, e Romeu Zema contestou o processo e falou em “golpe”, segundo o UOL.
De acordo com o UOL, as mensagens dos adversários variaram entre aceitar o resultado e questionar a eleição. O texto disponível não traz o conteúdo completo das declarações de Caiado e de Zema, e por isso não é possível dizer a que Zema se referiu ao usar a palavra.
Como ficou o resultado
Lula somou 51,79% dos votos válidos. O senador Flávio Bolsonaro teve 48,21%, segundo os números publicados pelo Estadão.
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No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio havia ficado na frente. O jornal britânico The Guardian informou que, desde a volta da democracia, na década de 1980, o segundo colocado do primeiro turno nunca tinha vencido a etapa final.
Houve pedido de anulação?
Não foi informado se algum candidato, partido ou político apresentou pedido formal de anulação da eleição. A contestação de Zema, nos termos relatados pelo UOL, aparece como manifestação pública, sem detalhes sobre medidas oficiais.

No domingo, o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin prorrogou a votação até as 19h em todo o país, a pedido das duas campanhas, segundo o Estadão. O jornal argentino La Nación chamou o dia da eleição de “polêmico” por causa da extensão do horário.
Abstenção e repercussão no exterior
A abstenção foi de 19,21% no segundo turno, contra 21,08% no primeiro, de acordo com o The Guardian. O La Nación, citado pelo Estadão, calculou que a queda representa cerca de 3 milhões de eleitores.
A agência Reuters chamou a vitória de “resultado surpreendente”, por contrariar as últimas pesquisas de intenção de voto. Segundo a agência, o PL e partidos aliados poderiam controlar mais de 280 cadeiras na Câmara dos Deputados e até 50 no Senado, o que pode dificultar a articulação do governo no Congresso.



